domingo, 26 de março de 2017

A aposta da burguesia brasileira num país depauperado, miserável e explosivo

2005: Veja foi uma das promotoras do discurso que
pregou o fim do Estado do Bem Estar
como caminho para a ascensão social. 

O resultado é o que está aí...

O suicídio da “classe média”

Maurílio Lima Botelho, via blog da Boitempo

Quase metade dos empregos no Brasil duram menos de um ano. Os brasileiros acima de 10 anos que recebem até 2 salários perfazem mais de dois terços da “população produtiva”. Cerca de 10% dos contratos de trabalho no Brasil são temporários (até 3 meses) e sua participação têm crescido nos últimos anos. Do total de brasileiros “empregados” – o que exclui 13 milhões de desempregados e quase 25 milhões de “trabalhadores por conta própria” –, 25% não tem carteira assinada. Entre os que têm contrato, mais de 20% já estão em empresas terceirizadas. Nas empresas terceirizadas, quase nenhum emprego ultrapassa dois anos. 
Esses números revelam que a baixa remuneração, a alta rotatividade e a precariedade já são uma realidade comum de boa parte dos brasileiros. A aprovação da terceirização irrestrita e a ampliação do tempo para os contratos temporários vai agravar ainda mais esse quadro, mas indica também que o principal afetado nessa nova rodada de desmantelamento social será o que sobrou da “classe média” (continue a leitura).

Mais: * Pobres estão mais conservadores e com mentalidade elitista (Mano Browm, IHU) * Polarização política e indefinida nas periferias da cidade de São Paulo (IHU).
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