terça-feira, 7 de março de 2017

Crise econômica e reformas neoliberais levam o Brasil à explosão social

Em artigo publicado na revista Carta Capital, Marcos Coimbra afirma que a tendência do crescimento de Lula na preferência do eleitorado para o pleito de 2018 caminha para a consolidação. A explicação está aí nesse miolo do gráfico publicado pelo Estadão (2003/2010), motivo do pânico que vai tomando conta dessa burguesia atrasada que imagina que pode nos governar.
Os jornais desta 3a feira estão publicando os dramáticos resultados da crise econômica brasileira: uma queda de 7,2% do PIB, o pior resultado dos 39 países que já divulgaram o seu desempenho em 2016,  entre eles apenas um - a Rússia - com crescimento negativo do produto interno bruto. O desastre, cujas causas devem ser procuradas na guinada de orientação que a política econômica nacional sofreu no último ano de Dilma e que se estende criminosamente até o presente, fica exuberantemente demonstrado na queda da renda da população - 9,1% mais pobre em comparação com 2014.

Henrique Meirelles e Michel Temer tentam acalmar os ânimos com mentiras. Para os dois, a queda no PIB é uma visão do retrovisor, ou seja, uma coisa do passado, que ficou para trás, em vista de supostos sinais de recuperação que vão se desenhando no horizonte. A pergunta que não quer calar é uma só: com exceção dos ganhos obtidos com as exportações - que concentram ainda mais a renda internamente - onde é que estão esses sinais? O fato concreto é que o agravamento da crise brasileira é de tal ordem que o cenário para onde quer que se olhe é aquele que prenuncia uma explosão social inédita em todo os países periféricos. Pois é justamente nessa conjuntura que os golpistas apostam suas fichas: mais arrocho na legislação que protege os trabalhadores. Sei não... a história tem belos exemplos de governantes que literalmente perderam a cabeça porque ignoraram as tensões sociais à sua volta...

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