sábado, 13 de maio de 2017

Professor Antonio Candido

Antonio Candido (1918-2017)
"Se me perguntassem o que sou essencialmente, eu diria, grifando, que sou professor. Ensinei sociologia, ensinei literatura, mas antes de ser professor disso ou daquilo, não sei se me faço entender, sou visceralmente professor. Tenho gosto e vocação para transmitir aos outros o que sei, e como costumava dizer Antônio de Almeida Júnior, o professor não é obrigado a criar saber, mas sim a transmiti-lo. Esta foi a tarefa que sempre me atribuí. Repito: o que gosto mesmo é de dar aula. Se possível, sem ser interrompido" (referência feita por Elizabeth Lorenzotti no artigo Antonio Candido, um professorpublicado na revista Giz, do SINPRO-SP)

Não sei vocês, mas a minha formação intelectual teria ficado pela metade se eu não tivesse conhecido a obra de Antonio Candido. Penso que o Brasil, que vive a plenitude da mediocridade política e institucional neste exato momento de sua história, perdeu ontem um desses valores que sugerem respostas para as dúvidas de gerações inteiras além da sua própria, mas respostas fundadas na ética do pensamento independente e inquiridor. 

Não quero cair nos lugares comuns que os preitos sempre constroem em torno do desaparecimento de personalidades do calibre de Antonio Candido, mas sem superlativos é difícil dizer alguma coisa sobre ele e sua presença na Cultura brasileira. Como não dá para resumir tudo aqui, reproduzo esta pequena antologia que Outras Palavras publicou com quatro textos dele próprio e de outros autores que são mesmo "pistas para compreender a relevância crucial de sua figura e de suas ideias": Para celebrar Antonio Candido. E ainda sugiro a leitura do ensaio escrito em 1993 por Roberto Schwarz - Antonio Candido - que a Boitempo colocou no ar ontem em meio as centenas de homenagens que um dos melhores intérprete do Brasil mereceu.

Em tempo: * Antonio Candido e o cinema (Amir Labaki, Valor) * "O mundo do meu avô era o meu preferido", rememora neta de Candido (Ilustrada) * A vida, a obra e o legado de Antonio Candido (Jornal da USP).
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