sexta-feira, 12 de maio de 2017

Ministro do TST afirma: reforma trabalhista vai rebaixar o patamar civilizatório do Brasil

A ideologia dos empresários brasileiros tem sua matriz em algum momento
do capitalismo do século XIX: privação de proteção do trabalhador
como instrumento radical de acumulação do capital. 
É a essência da reforma trabalhista que está sendo imposta ao país.

(Estadão, 11 de maio) A reforma trabalhista vai retirar direitos dos empregados "com uma sagacidade sem par", porque será em um processo gradual. A avaliação é do ministro do Tribunal Superior do Trabalho (TST), Maurício Godinho Delgado. Em sessão de debate sobre a reforma no Senado, o ministro fez forte discurso contra a mudança na legislação, chegando a comparar o novo contrato de jornada intermitente à "servidão voluntária".

"Como todo respeito, a reforma retirara muitos direitos, mas com uma iteligência, com uma sagacidade sem par", afirmou. "Os direitos poderão ser atirados no dia a dia da relação de emprego, completou Delgado.

O ministro do TST dá como exemplo o trecho do projeto que estabelece que benefícios como ajuda de custo, auxílio alimentação, anos e diárias para viagens não são parte do salário. "Ao fazer isso, tecnicamente, a reforma já está rebaixando o ganho econômico do trabalhador, sem contar que está rebaixando também a arrecadação do Estado", defendeu (a matéria inteira do Estadão está aqui).
Leia mais: * Reforma trabalhista, modernização catastrófica e a miséria da República brasileira (Boitempo) * Lobistas de bancos, indústrias e transportes estão por trás das emendas da reforma trabalhista (The Intercept) * O contexto da entrega do país e da crueldade contra os brasileiros (post do blog via GGN) * Os 201 ataques da "reforma" aos trabalhadores (Jorge Luiz Souto Maior) * Reforma trabalhista fortalece o patrão e o trabalhador não vai ter a quem recorrer (The Intercept) * Governo usa dinheiro do contribuinte para "comprar reforma da Previdência" (Sakamoto) * CNTC contesta reforma trabalhista e faz contraproposta (Agência Sindical) * Discutindo a reforma Trabalhista (Santana, Sinpro-Sp).
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