segunda-feira, 22 de maio de 2017

Por que Eleições Gerais e Diretas Já?

O empresário e seu funcionário: aliança corrupta nas
costas do Brasil
Henrique Meirelles é outro fantoche do grande capital e um sujeito cuja presença na JBS precisa ser investigada a fundo, principalmente quando, mesmo tendo deixado a função que ocupava, atuou como conhecedor privilegiado das políticas cambiais e tarifárias do governo golpista de Temer

Na foto ao lado, o Ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, quando ocupava o cargo de um dos principais dirigentes da JBS, junto com seu patrão, Joesley Batista. Diz a "grande imprensa", não sem um certo prazer mórbido para que o poder não lhe escape das mãos, que Meirelles - um sujeito de reconhecida incompetência na área econômica e que reduz a crise brasileira à subtração de recursos públicos para as áreas sociais -, diz essa imprensa que Meirelles é o nome que está sendo articulado para a eventualidade de uma escolha indireta do substituto de Temer.

A justificativa é tão simples quanto estúpida: é preciso que as reformas continuem sendo tocadas e o nome que tem o respaldo do "mercado" para isso é o do atual Ministro da Fazenda. Não fossem outros os motivos - entre eles o de afastar os interesses econômicos do papel de formuladores únicos do projeto nacional - bastaria esse para justificar por que as eleições têm que ser gerais (para todos os cargos eletivos) e diretas (pela soberania do voto popular).

O oposto das diretas é a pressão ostensiva do "mercado" (que, no noticiário, é o nome de fantasia do capital) para que o sucessor não esmoreça nas "reformas" (o nome de fantasia para a retirada dos direitos). É impressionante como, na imprensa, a necessidade de ouvir a população é desdenhada como irrelevante ou estigmatizada como "golpe" (!), mas as vozes do capital são reverberadas cuidadosamente. O recado é claro: a vontade popular não pode atrapalhar a vontade do "mercado". O casamento entre capitalismo e democracia, que sempre foi tenso, agora se mostra claramente como uma relação abusiva. A regra era que o capital impunha sua vontade pelos mecanismos do mercado, o que já lhe dava um poder de pressão descomunal, mas os não-proprietários tinham a chance de limitar esse poder graças ao processo eleitoral. Essa salvaguarda não é mais aceita. Ela terá que ser imposta novamente ao capital, como o foi nas primeiras décadas do século XX (Mais cinco observações sobre o momento atual da crise, Luis Felipe Miguel, GNN).
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