domingo, 7 de maio de 2017

Quem são os autores da reforma trabalhista? (The Intercept via Outras Mídias)

Uma fraude no processo legislativo
A reforma trabalhista que Temer procura aprovar na Câmara dos Deputados guarda um segredo de polichinelo: ela foi pensada e formulada pelos lobbies dos empresários que atuam no Congresso em cumplicidade com parlamentares que se dispõem a servir aos seus interesses. No fundo, trata-se de uma espécie de nota promissória que Temer resgata agora pagando a dívida política que contraiu com os que conspiraram contra a presidente eleita Dilma Rousseff.

O site Intercept publicou semana passada uma excelente reportagem sobre os esquemas montados em torno das emendas que foram apresentadas à comissão da Reforma e conseguiu identificar o verdadeiro duto de burla das normas constitucionais que acabaram configurando as mudanças naquilo que elas têm de essencial: caso seja mesmo aprovada, o Brasil passa a figurar entre o reduzidíssimo número de países que praticam contra seus trabalhadores uma política de ódio social e de segregação em proporção inversa ao tratamento que dá aos empresários.

A seguir, a matéria dos repórteres Alline Magalhães, Breno Costa, Lúcio Lambranho, Reinaldo Chaves, do Intercept. O texto copiado aqui foi extraído do site Outras Mídias.

Quem escreveu a reforma trabalhista

Lobistas de associações empresariais são os verdadeiros aurtores de uma em cada três propostas de mudanças apresentadas por parlamentares na discussão da Reforma Trabalhista. Os textos defendem interesses patronais, sem consenso com os trabalhadores, e foram protocolados por 20 deputados como se tivessem sido elaborados por seus gabinetes. Mais da metade dessas propostas foi incorporada ao texto apoiado pelo Palácio do Planalto e que será votado a partir de hoje (a matéria é de 3 de maio) pelo plenário da Câmara.

The Intercept Brasil examinou as 850 emendas apresentadas por 82 deputados durante a discussão do projeto na comissão especial da Reforma Trabalhista. Dessas propostas de “aperfeiçoamento”, 292 (34,3%) foram integralmente redigidas em computadores de representantes da Confederação Nacional do Transporte (CNT), da Confederação Nacional das Instituições Financeiras (CNF), da Confederação Nacional da Indústria (CNI) e da Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística (NTC&Logística). Continue a leitura aqui.
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