sábado, 26 de agosto de 2017

Temer e Meirelles alienam soberania nacional em favor de interesses privados

Cinismo: Temer e o serviçal Meirelles, os dois principais
responsáveis pela alienação do patrimônio nacional em
benefício de interesses privados.
Em tempos de guerra: seriam considerados traidores
Diz-se que (os Rothschild) fizeram boa parte de sua fortuna no fim das guerras napoleónicas, quando tiveram conhecimento antecipado da vitória da Inglaterra e lançaram um rumor no mercado que Napoleão havia vencido em Waterloo. Com isto a bolsa caiu quase a zero, e os Rothschild praticamente compraram a economia inteira da Inglaterra. Quando foi dada a verdadeira notícia - a de que a Inglaterra havia vencido a guerra - os Rothschild emergiram como a família mais rica da Europa (Wikipédia)

A afirmação feita no título desta postagem é meramente retórica e quase um pleonasmo, a julgar pelo mar de lama em que se movimenta o governo, sistematicamente acusado de favorecer interesses privados em tudo o que faz, mas não é totalmente desprovida de relevância dada a dimensão do crime que pode estar sendo cometido com a alienação do patrimônio da Nação em benefício do capital especulativo nas mãos dos amigos de Temer e de seus ministros. 

O principal indício da suspeita foi o movimento anormal de operações com as ações da Eletrobras verificado 10 dias antes de que a noticia sobre a privatização da empresa fosse dada, como denunciou o deputado federal Carlos Zarattini (PT-SP) em representação apresentada à Comissão de Valores Mobiliários (leia aqui). A anomalia - provocada por especuladores que ganharam somas extraordinárias em alguns poucos dias - foi confirmada pelo Estadão: segundo matéria assinada pela repórter Karin Sato, as ações da empresa - assim que confirmada a intenção dos golpistas em privatizá-la - chegaram a registrar altas recorde de 3,93%.

Particularmente, acredito que isso tenha mesmo ocorrido pois que a denúncia se insere na complexidade de interesses espúrios em que o governo Temer se transformou: uma espécie de orgia corrupta e corruptora que vem à tona a cada medida que é anunciada, como foi o caso da especulação com dólares feita pelo grupo JBS que teve entre seus servidores o ministro da fazenda Henrique Meirelles; ou o episódio mais recente da liberação de áreas indígenas para a mineração privada.

Além das incertezas que o tema desperta sobre o suicídio representado pelas medidas de austeridade fiscal tomadas pelo governo, a privatização da Eletrobras é criminosa e prejudicial ao país sob qualquer ângulo que possa ser analisada. Especialistas afirmam que sua implementação vai colocar em colapso todo o sistema de geração e de distribuição de energia com pesados custos para a economia brasileira como um todo e para o consumidor direto em especial (leia aqui a entrevista de Ildo Sauer, do IEA-USP sobre o assunto).

Não é por outro motivo que o jornalista Luis Nassif, sob a forma de um chamado à consciência nacional, lançou manifesto no qual até mesmo a intervenção militar em nome da violação da soberania brasileira que está sendo praticada é pensada como forma de impedir o mais recente crime de Temer e quadrilha: Apelo aos brasileiros de boa vontade.

Leia ainda: * Mineradoras canadenses souberam da extinção da reserva na Amazônia 5 meses antes do anúncio oficial (G1) * Estamos frente a um sistema de agiotagem que paralisou o país (entrevista com Ladislau Dowbor, autor do livro A Era do Capital Improdutivo, IHU).
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