quarta-feira, 6 de setembro de 2017

Resistir à selvageria social da nova legislação trabalhista

Na defesa dos direitos dos professores e de seu sindicato


Luiz Antonio Barbagli
Presidente do SINPRO-SP

Ninguém sabe ainda ao certo qual será a dimensão da violência com que a nova legislação trabalhista que entra em vigor no próximo mês de novembro vai atingir os direitos dos trabalhadores. O que há de consolidado é a percepção de que todas as garantias que até hoje regularam nossas relações de trabalho serão profundamente afetadas para pior. O que vem sendo chamado de “nova CLT” é na verdade um complexo de medidas desregulamentadoras cujo único objetivo é proteger o capital e dissolver através de uma série de artifícios a proteção social.

Diante do quadro de incertezas que se aproxima, o papel do Sindicato redobra de importância, embora também a representação dos trabalhadores tenha sido de tal forma visada na reforma que sua própria existência está em risco. 


Nesse sentido, o desafio histórico que se apresenta para os professores é o de traduzir na defesa do SINPRO-SP – o fiador das conquistas que obtivemos ao longo do tempo – a credibilidade de que nossa entidade goza e que é demonstrada no ininterrupto crescimento do número de seus associados. 


O momento, portanto, é o da absoluta resolução dos professores na defesa intransigente de todos os direitos que vêm sendo conquistados há mais de duas décadas e que formam hoje uma espécie de contrato coletivo de trabalho homogêneo em cada um dos níveis de ensino. Quebrar essa lógica significa a desestruturação não apenas das normas convencionadas e, portanto, o surgimento de um vazio legal que nos joga ao chão, mas a extinção dos professores como categoria profissional. 


A diretoria do SINPRO-SP chama os professores à resistência contra a agressão aos seus direitos e, em nome disso, pretende intensificar ainda mais tanto a sindicalização quanto a orientação política e jurídica para que nossa categoria saiba enfrentar qualquer tentativa de decomposição dos nossos direitos.


Leia também: Leme Firme, por João Guilherme Vargas Neto (Agência Sindical)
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