quinta-feira, 19 de outubro de 2017

O bandidão do Planalto

Michel Temer, sem poder sair na rua...
Para quem não sabe, o cara a quem o deputado Glauber Braga chamou de "bandidão" (ouça aqui o podcast do Uol) ocupa o posto máximo da República; é o seu presidente: um cargo repleto da simbologia respeitosa que cerca o mandatário maior de uma nação. 

No entanto, para que chegue a ser chamado de "bandidão" por um deputado federal, é preciso que o estado de putrefação institucional ao qual o golpe do impeachment nos trouxe tenha chegado a alguma coisa perto da perfeição, isto é, a perda completa de referências de civilidade política. 

Hoje, se Temer ousasse sair às ruas, é possível que não fosse apenas vaiado; tomaria até chute na bunda e teria que sair correndo para não ser linchado. É o estágio a que chegamos até com uma certa distinção: Temer é apoiado pela grande imprensa, é visto como um condottieri pelos velhos-jovens do MBL; é aplaudido pelos bancos, pelos fazendeiros que usam trabalho escravo, pelo indigitado Doria, por pastores evangélicos.  Verdade que tudo isso não soma mais que 3%
de aceitação pela opinião pública, mas é o que lhe restou.

Levando em conta esse cenário, ser chamado de "bandidão" é pouco; Temer é mais que isso. Temer é inominável. Tivesse vergonha, um pingo que fosse, se entregaria à Delegacia de Polícia mais próxima do lugar onde mora. Claro, devidamente acompanhado por toda a gangue que o cerca.
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