domingo, 12 de novembro de 2017

Resistir à reforma trabalhista, varrer do país as gangues dos empresários e seus testas de ferro

Acampamento do MTST mostra que a reforma trabalhista vai aprofundar as disparidades sociais no país, mas pode ser, como uma contradição, a força dinâmica que derrube os grupos empresariais que transformaram o Brasil em pastagem dos seus interesses privados 

Chegamos à semana em que será feita a primeira tentativa de colocar em vigor a reforma na legislação trabalhista. A expectativa daqueles que acompanham e estudam a história dos direitos sociais dos trabalhadores desde a Revolução Industrial do século 18, mas em especial na era pós II Guerra, é a de que, com as novas regras, o Brasil interdita sua presença entre as nações modernas, aquelas que tentaram equilibrar a selvageria do capitalismo, um sistema cuja dinâmica é socialmente predadora, com garantias asseguradas pelo regime do Estado do Bem-Estar Social. Não é exagero afirmar que nosso país, a partir do dia 11 de novembro, fica no humilhante primeiro lugar da relação de países onde a pauperização do trabalho é a regra das relações de emprego.

A nova CLT, um mostrengo gestado em gabinetes fechados de Brasília e sob o comando de tecnocratas representantes do empresariado e do Poder Judiário, e com a proteção do mais vil esquema de corrupção parlamentar de que se tem notícia, potencializa ao extremo o regime de acumulação capitalista: aperfeiçoa de tal forma o sistema de apropriação da riqueza gerada pelo trabalho que, em alguma situações, o nível de enriquecimento patronal supera o próprio regime da escravidão sob o qual uma parte da nossa economia ainda vive. Não há meias palavras para definir a nova realidade trabalhista em que passamos a viver... (continue a leitura)
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