sábado, 11 de novembro de 2017

Em homenagem a Judith Butler


Não posso deixar de registrar a agressão covarde que duas "donas de casa", atiçadas com o preconceito com que a extrema-direita fascista lhes alimenta o espírito (sugerindo que para suas vidas parvas, cinzentas e sem sentido sempre há a emoção de um crime) promoveram contra a socióloga Judith Butler. O que aconteceu em Congonhas é um sinal dos tempos e revela a fragilidade com que nosso pensamento conservador radical se organiza: o país sendo dilapidado pela corrupção de Temer e sua gangue, beneficiários do golpe que depôs Dilma Rousseff, e senhoras de salto baixo, saia e blusa, gritando impropérios para uma cientista social. Um país mediocrizado... é essa a imagem que os agressores construíram no mundo todo com o desatino de ontem. Não tenho vergonha do meu país; tenho vergonha dessa gente...

Em homenagem a Butler, a íntegra da palestra que ela fez no SESC Pompéia em São Paulo. Vale a pena assistir Por uma convivência democrática radical (acima) e ler a matéria da Folha, Judith Butler escreve sobre sua teoria de gênero e o ataque que sofreu no Brasil.

Leia ainda: * Judith Butler: corpos que resistem ao ódio e ao poder (IHU)
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