quinta-feira, 1 de fevereiro de 2018

A espoliação do Brasil

Lucro do Santander aumenta 42% no Brasil e impulsiona resultados do banco no mundo todo

A manchete é do jornal El País e diz respeito a um dos maiores sequestros de que o Brasil tem sido vitima por força de sua inserção deliberada no quadro da economia global: a transferência de renda dos setores produtivos da economia para a especulação financeira controlada pelos grandes bancos. A revelação não é exclusiva da performance do Santander já que a exorbitância dos lucros auferidos por essas instituições atinge outras casas (Bradesco, Itaú etc), mas isso só agrava seus efeitos: a economia brasileira é hoje um apêndice do parasitismo rentista. E é em benefício dela que atuam as facções criminosas que dirigem o país. Para que se tenha uma ideia, os lucros do Santander no Brasil, um país que apresenta uma das maiores taxas de desigualdade do mundo, respondem pelo êxito de sua expansão internacional e são 14 vezes maiores que a inflação registrada no mesmo período de sua mensuração. Em outras palavras: se a inflação se mantiver nesse parâmetro, o que o Banco lucrou no Brasil em 2017 garante o equilíbrio de suas contas para os próximos 14 anos. Em nenhum momento da história econômica mundial e também em nenhum país foi possível observar algo parecido com a sujeição indigna a que o Brasil se submete sob a vigência da política econômica em vigor, essa mesma política econômica que aliena as riquezas nacionais, que destrói programas sociais, acaba com o regime previdenciário, liquida a proteção ao trabalho.

Banco Santander fechou 2017 no Brasil com um forte aumento dos lucros, 
42% mais que no ano anterior e muito acima de todas as outras divisões
internacionais da entidade financeira espanhola. 
O Santander obteve no ano passado no Brasil um lucro
 que foi decisivo para impulsionar os resultados globais de todo o grupo. 
O Brasil respondeu por 26% dos lucros totais do Santander
 (continue a leitura)...
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