sábado, 17 de fevereiro de 2018

Rio de Janeiro em chamas: o zênite do golpe

Intervenção do Exército no Rio é o nosso Incêndio do Reichstag: a aventura suicida de empresários, da corrupção e da velha mídia para violar de vez a Constituição e manter no poder a camarilha chefiada por Temer. 

Estou convencido de que o decreto de Temer autorizando a intervenção do Exército no Rio de Janeiro a pretexto de restabelecer a segurança é uma encenação golpista cujo objetivo, como na Alemanha em 1933 ou no Brasil em 1937, é interditar as regras da democracia e inviabilizar a transparência das eleições de outubro deste ano. Diante da inviabilidade do respaldo popular a uma candidatura conservadora - a desistência de Huck parece ter evidenciado isso - e diante da possibilidade de que, afinal, não existam condições políticas que tirem Lula da disputa, o caminho é aquele que certamente estava no projeto do golpe do impeachment. 

As análises mais cuidadosas publicadas nos jornais de hoje confirmam a hipótese de que à democracia é preferível um poder civil tutelado pelo exército, como mais uma vez parece demonstrar o relativismo moral e doutrinário das nossas elites - que nunca foram liberais coisa alguma. Um Estado da Segurança Pública, com um superministério capaz de subjugar o papel da Casa Civil e o do Ministério da Justiça (leia aqui) essa a fórmula que viabilizaria, não sem um certo apoio das classes médias, o golpe dissimulado: ou a continuidade de Temer ou a reeleição dele próprio...

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