quinta-feira, 22 de março de 2018

O golpe nos devolveu ao império

Trump já deve ter dito isso várias vezes
ao ouvido de Temer...


Uma bela matéria publicada no Opera Mundi e que me foi recomendada por Ana Lagoa traduz como notícia a narrativa em torno da Guerra Híbrida, um conceito da geopolítica que procura definir, nos anos recentes, o novo modus operandi do imperialismo: um mix de ações que vão da ação miliar a quaisquer outras vulnerabilidades do país cobiçado. O Brasil talvez seja o melhor (e maior) exemplo: uma presa que, com o golpe que afastou Dilma da presidência, passou a ser governado por uma gangue de vendilhões disposta a tudo pelo poder. Tio Sam sabe disso e não hesita em apontar o dedo para a camarilha de Temer, como mostra a ilustração ao lado.

O golpe, na verdade, consolidou nossa posição subalterna e submissa e o hibridismo que decorre dessa condição já apresenta saldos bastante positivos, como se pode ver pela perda da soberania brasileira sobre o pré sal. A coisa toda, no entanto, é mais ampla, e só não chega a violar as leis porque o imperialismo não quer aguçar contradições que estão adormecidas. Melhor será fatiar o domínio, de forma gradativa, silente e, eventualmente, cercada dos bons modos de Ted Roosevelt: falar manso, mas com o Big Stick disfarçadamente nas mãos. O cenário, para os brasileiros, é o pior possível... Sugiro a leitura da matéria inteira: Guerra Híbrida: a nova guerra do século XXI no Brasil.
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