terça-feira, 24 de abril de 2018

Partidos: pode surgir algo de novo? Celso Rocha de Barros

Artigo de Celso Rocha de Barros, publicado na Folha e reproduzido no site IHU, mostra "espaços vazios no espectro ideológico da política brasileira", uma crise de representação que tanto pode oxigenar a democracia quanto construir o fascismo. O autor é doutor em Sociologia pela Universidade de Oxford
O artigo: 
É claro que teremos novas legendas. Todo dia alguém muda de nome, passa a se chamar "Patriotas", "Podemos", "Avante", "Maria Eunice", e nada disso tem a menor importância. Mas e partidos, partidos no sentido forte, como PT e PSDB foram nos últimos vinte, trinta anos? Agremiações com ligações fortes com setores sociais específicos, defendendo programas razoavelmente distintos entre si? Pode surgir algo de novo dos escombros do sistema partidário esvaziado pela Lava JatoAs movimentações em torno da campanha presidencial mostram dois grandes espaços razoavelmente vazios no espectro ideológico, que podem vir a ser ocupados por novos partidos suficientemente vertebrados: a centro-esquerda e a extrema direita. O PT perdeu o controle da esquerda moderada, e o PSDB perdeu o controle da direita radical (continue a leitura).
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Leia ainda: * Razões da crise, aqui e no mundo (Valter Pomar, IHU* Entre o fascismo e nós, só há nós (L.F.Miguel, Boitempo) * Uma possível era pós-Lula (IHU) * Há uma política de ódio paranóico que permite o desprezo total por Lula (Ab'Saber, El País) * Pobre democracia (Beluzzo, Carta Capital) * Com o campo progressista fragmentado, a centro-direita leva de lavada durante anos (Marcos Nobre, El País) * Candidatos de centro de direita fazem aliança e armam união futura (El País) * Brasil: um gigante abatido pela crise moral (El País).
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