sábado, 19 de maio de 2018

A ameaça fascista sobre as redes sociais

O impensável: o Facebook à esquerda
do MBL

Grupos direitistas difundem ‘fake news’ para criticar combate do Facebook às ‘fake news’

MBL e ativistas de extrema-direita atacam agências de checagem de informações, divulgam perfis pessoais de jornalistas e usam dados falsos para desqualificar iniciativa da rede social

(via El País) 
Tenho muita preocupação, tenho medo de que tudo vai parar", diz em um vídeo difundido no Youtube Renan Santos, um dos fundadores do Movimento do Brasil Livre (MBL). "Se a gente perder essa luta contra a censura, nossa força vai acabar". Grupos da direita, principalmente o MBL, lançaram nos últimos dias uma intensa campanha contra a nova política do Facebook para tentar evitar a divulgação de noticias falsas pela rede social. Segundo esses grupos, a iniciativa do gigante tecnológico para combater as chamadas fake news é um "ataque à liberdade de expressão" e uma tentativa de "censura" instigada pela "extrema esquerda". "Querem estrangular a direita brasileira", lamenta Santos na mesma mensagem. 

Em vídeos e postagens publicados na internet, os ativistas tentam desqualificar o trabalho das agências profissionais de checagem de dados escolhidas como parceiras pelo Facebook e até divulgam perfis pessoais dos jornalistas desses veículos para classificá-los como "militantes da esquerda". A ironia é que dirigentes do MBL como o próprio Santos, Kim Kataguiri ou Arthur do Val, mais conhecido pelo apelido de Mamãefalei,  e inclusive um deputado federal e um procurador da Justiça do Rio de Janeiro, difundiram dados falsos para criticar o combate aos dados falsos (leia a matéria inteira).

Leia também: * Cambridge Analytica declara falência nos EUA (Link, Estadão) * Facebook condena ataques de grupos como MBL a agência de checagens de fake news (Sul 21).
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