domingo, 6 de maio de 2018

A utopia nas ruas


Esses ventos que vinham de Paris arejaram o mundo todo: uma rebelião contra o tédio da sociedade de controle, contra o poder burguês como cultura e como exploração, contra a burocracia acadêmica, contra as ditaduras de toda espécie

(via El PaísMaio de 68 está hoje tão distante no tempo como estava então o fim da Primeira Guerra Mundial. Cinco décadas, meio século. Submetida a releituras periódicas e objeto recorrente de disputas políticas, a última grande revolta estudantil e operária em Paris começa a ser um objeto histórico distante. Os protagonistas – o equivalente aos ex-combatentes de 1918 – estão aposentados ou morreram. Pela primeira vez o país tem um presidente, Emmanuel Macron, nascido depois e biograficamente desligado de eventos que, talvez pela última vez, colocaram a França no centro de um movimento político e intelectual de impacto mundial (leia aqui a matéria do El País e acesse a página do blog com material documental e de análise sobre o "ano que não terminou").
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