sexta-feira, 25 de maio de 2018

Arquitetos do golpe preparam assalto final à democracia

Em meio à crise, Câmara recebe projeto de lei sobre eleição indireta

Golpistas avançam sobre o estado de decomposição do governo Temer e armam assalto final aos restos que sobraram do país... antes que o povo os expulse.
(via Jornal GGN) Enquanto o País prestava atenção na greve dos caminhoneiros por conta da alta no preço dos combustíveis, a Comissão de Constituição e Justiça da Câmara aprovou na quarta-feira (23) um projeto de lei que regulamenta a eleição indireta.

A matéria que seguirá para o plenário da Câmara prevê que um novo presidente e vice serão eleitos pelos senadores e deputados em caso de vacância na chefia do Executivo nos últimos dois anos de mandato.


Isso significa que, se aprovado, a lei permitirá que uma nova eleição seja feita sem a participação do povo, dentro do prazo de 30 dias, caso o governo Temer seja desestabilizado o bastante para ele deixar o cargo.


O presidente e vice eleitos pela eleição indireta ficarão até o final do mandato e, enquanto isso não é processado, a linha de sucessão da Presidência é mantida: tem prioridade o comandante da Câmara, seguido pelo do Senado e do Supremo Tribunal Federal.


Ronaldo Caiado: alguém tinha
dúvida?
O projeto é de autoria de Ronaldo Caiado (DEM) e foi relatado por Antonio Anastasia (PSDB), fiadores do impeachment de Dilma Rousseff.

O PL ainda determinou que a eleição indireta será descartada se a última vacância ocorrer a menos de 30 dias do fim do mandato presidencial.


Leia mais: * Que fatores podem explicar as eleições de 2018 (Valor) * Sob pressão geral governo temia novo junho de 2013 (Folha) * Não é pelos 0,79% (Maria Cristina Fernandes, Valor).
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