sábado, 26 de maio de 2018

No olho da ventania

Falta combinar no Whatsapp

O golpe que destituiu Dilma Rousseff liberou forças que as práticas politicas tradicionais desconheciam, a principal delas: a articulação orgânica da representação. Ao desafiar seus pretensos dirigentes sindicais, os caminhoneiros reproduzem, na greve, a pulverização que a rede instituiu na vida. Nada será como antes...

Josette Goulart, via Piauí

Um grupo de líderes do movimento de caminhoneiros, vestidos de terno e gravata, se reuniu com os ministros do governo Temer em frente às câmeras de tevê para endossar um acordo que prometia acabar com a paralisação que tomou conta do país. A reação imediata, longe de ser tranquilizadora, espalhou-se em grupos de WhatsApp de caminhoneiros: vídeos e áudios indignados, sindicatos desmentidos, governo execrado. A conclamação para uma manifestação ainda maior e mais duradoura foi feita. “Desde quando autônomo tem sindicato?”, dizia um caminhoneiro no grupo “Lutar pelo Melhor”. “Acabou coisa nenhuma. Esse sindicato não vale nada”, dizia outro, com telefone de São Paulo. “Isso é mentira. Não acabou, não. Não atingiu nosso objetivo”, escreveu um terceiro, também paulista (continue a leitura).

Leia também: * A Petrobras é a raiz do golpe (André Araújo, GGN) * Uma greve política com fundamento econômico (GGN) * Caminhoneiros avisaram o governo, mas foram ignorados (The Intercept) * Greve reflete paralisia do governo Temer (DW) * Desmonte da Petrobras levou o país ao caos (Outras Palavras) * A luta dos caminhoneiros e as questões incômodas (Outras Palavras) * Reflexão sobre a greve: Chico Bicudo e Fábio Venturini * Caminhoneiros: a complexidade de uma luta (GGN) * 3 erros nas análises de esquerda sobre a greve/locaute (GGN) * O movimento fragmentado que uniu direita, esquerda e a insatisfação contra Temer (El País)
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