segunda-feira, 4 de junho de 2018

Nenhum direito a menos

Professores e escolas particulares: acordo parece próximo, mas greve não está descartada

Sindicatos haviam costurado acordo, mas escolas recuaram

César Locatelli, Jornalistas Livres

A convenção coletiva entre professores e escolas privadas de São Paulo tem 20 anos. Os ajustes vêm sendo negociados e acordados anualmente. Em 2018, no entanto, talvez sob influência do clima de retirada de direitos com a “reforma trabalhista”, o acordo, que deveria ter sido assinado em 01 de março, ainda está pendente.

A distância entre as duas propostas não parece grande, já que os presidentes, do Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino no Estado de São Paulo (SIEEESP) e do Sindicato dos Professores de São Paulo (SinproSP), haviam chegado a uma proposta comum. 

A proposta foi submetida e aprovada por cerca de 3000 professores reunidos em assembleia, mas os donos das escolas recuaram e Benjamin Ribeiro da Silva, presidente do SIEEESP, negou que tivesse “costurado” uma proposta. “Trata-se de proposta apresentada pelo próprio Sindicato dos Professores na assembleia da categoria profissional realizada na data de ontem (29/05)”, disse ele em nota.

O SIEEESP afirma, contraditoriamente, que quer negociar mas não abre mão de suas demandas. “Importante esclarecer, mais uma vez, que estamos abertos ao diálogo e à negociação, porém, não vamos retroceder quanto aos pedidos da nossa categoria, os quais foram aprovados em assembleia”, afirma a nota (continue a leitura).
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