sexta-feira, 15 de junho de 2018

O custo do golpe e a hora de enfrentar o retrocesso que ele representa

O resultado final da articulação que destituiu Dilma Rousseff
é dramaticamente ruim. O momento para reverter
seu legado são as eleições
Sugiro a leitura do artigo de Maria Cristina Fernandes sobre o que tem significado para o Brasil a aposta que suas elites fizeram no golpe que derrubou Dilma Rousseff: a autora, que me parece uma das mais brilhantes articulistas do jornalismo político brasileiro, trata o tema com bom gosto e elegância, mas não consegue - e me parece que esse não é seu objetivo - contornar uma conclusão que vai sendo alinhavada ao longo do texto: o impeachment foi um golpe ilegal e ilegítimo e seu resultado está aí a vista de todos: um país mergulhado no caos social, em depressão econômica profunda e sem rumo político, eventualmente presa de um resultado eleitoral de propensão fascista que pode nos custar mais um pedaço do futuro. Outra sugestão é a leitura da entrevista que Renato Janine Ribeiro deu ao IHU: para ele, a oportunidade de desconstruir o que o golpe tem representado para a sociedade é agora.




Quando a conta do impeachment chega à mesa
Maria Cristina Fernandes, do Valor Econômico
(acesse aqui cópia do texto em arquivo pdf)

Enfrentar os retrocessos deflagrados a partir do impeachment
Renato Janine Ribeiro, entrevistado no IHU

Outras sugestões: * Mais pobres podem, levar até 9 gerações para atingir renda média no Brasil (El País) * Marun acha que Temer pode ser preso quando deixar o Planalto (Josias de Souza, Uol) * Lula preso e líder na pesquisa é enigma da Lava Jato, diz Gilmar Mendes (UolTCU critica elevação da renúncia fiscal nas contas de 2017 (Valor) * Em nome da segurança pública, Temer decreta morte do Ministério da Cultura (Sakamoto, Uol).
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