sábado, 21 de julho de 2018

Aliança PSDB-Centrão atropela ética e mostra desespero dos golpistas

Paulo Whitaker, Reuters
"Não há perda de reputação porque reputação tucana
 já é péssima" (Exame)
 O mal da grandeza é quando ela separa a consciência do poder

A aliança do PSDB com o que se convencionou chamar de "centrão", um aglomerado de partidos de aluguel, verdadeira vergonha da política brasileira, mostra até que ponto chegou o cinismo dos golpistas para continuar onde estão. Sob a orientação de Michel Temer, provavelmente o maior embuste da nossa história, as siglas que deram sustentação ao seu governo durante esses dois anos de liquidação dos direitos sociais e da soberania nacional, aproximaram-se da chance que tinham de se manter no poder e se aliaram a Geraldo Alckmin na campanha para a presidência da República. 

O ex-governador paulista não se fez de rogado: disposto a vender a própria alma para ver se consegue superar a ridícula preferência que o eleitorado demonstra por seu nome, recebeu de bom grado a oferta. Neste final de semana, nas costas do povo brasileiro, essa aliança de facínoras loteou o butim eventual, caso Alckmin seja eleito. 

A desfaçatez, no entanto, tem um custo. Ela é tão acintosa que nem mesmo nas fileiras da direita a cumplicidade está sendo bem vista, exceto, claro, entre os agentes financeiros - que estão pouco se lixando para o que sobrar do Brasil. Resta saber como é que essa gangue vai driblar o eleitor...

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