terça-feira, 21 de agosto de 2018

Desespero dos ultraconservadores esconde realidade dos números

No Ibope, Lula chega a 37%

Acho que só jornal El País, na manchete que publicou sobre os resultados da pesquisa do Ibopeconseguiu escapar da dificuldade criada para o leitor em entender qual é exatamente a tendência do eleitorado neste momento da campanha (leia aqui a matéria da edição brasileira do jornal espanhol) Seja como for, o fato incontornável é este: nas preferências manifestadas nos dois levantamentos divulgados ontem (além do Ibope, também foram divulgados os resultados da pesquisa CNT/MDA), chega a 50% o percentual de eleitores que votariam em candidatos progressistas, caso as eleições fossem hoje. Somados aos votos nulos e brancos, o país tem hoje um contingente de 64% de eleitores que não querem saber dos conservadores na presidência da República.

O Judiciário e as elites levam o Brasil à rebelião
(Aldo Fornazieri, GGN)
É claro que cada um lê esses números de acordo com suas percepções ideológicas, mas há um fato incontestável: o arranjo político da direita, em qualquer circunstância, parece não estar dando certo e tudo indica que a tendência do ultraconservadorismo neofascista é a de acabar jogando suas fichas em Bolsonaro, na hipótese de que Alckmin ou qualquer outro do "esquadrão" de trás não consiga reverter a tendência revelada pelas pesquisas. 

Penso que Lula não será mesmo candidato: o país está diante da mais sórdida campanha de difamação armada contra um líder popular e dificilmente a dignidade e a isenção de qualquer julgamento no TSE ou STF conseguirão resistir ao assédio dos empresários e da mídia. Nessa bipótese, a dúvida é saber qual a consistência do nome Haddad para arrebanhar para si a preferência da maioria dos brasileiros pelo ex-presidente.

______________________________

Nenhum comentário: