quinta-feira, 30 de agosto de 2018

O cenário geral das pesquisas

A PROPÓSITO DO ARTIGO ALCKMIN E A CRISTIANIZAÇÃO
de José Roberto de Toledo, Piauí


Tomo a liberdade de copiar aqui o artigo de José Roberto de Toledo publicado na revista Piauí. É uma delicada e bem conduzida análise do cenário eleitoral depois de encerrado "o mapa de sondagens estaduais" feito pelo IBOPE. Duas questões chamam a atenção: a primeira é a acachapante vantagem de Lula sobre todos os demais candidatos, com exceção de Roraima, Acre, Distrito Federal e Santa Catarina. Trata-se de uma constatação capaz de evidenciar o tamanho do colégio eleitoral da extrema-direita brasileira - que associa o atraso ao mandonismo local e à presença da Lava Jato na terra de Moro. Só isso. No restante do Brasil, o ex-presidente, se puder concorrer, leva a vitória no 1o. turno. 

A segunda questão é mais complexa e diz respeito ao conceito de cristianização que Roberto de Toledo usa para definir a triste situação de Geraldo Alckmin, um candidato que vem sendo pisoteado por traidores de todo o tipo, do PSDB aos partidos de aluguel do Centrão. Por que cristianização? Por que Alckmin é o boi de piranha da eleição, uma candidatura de fachada que serve para esconder uma disposição venal dos seus traidores em fazer alianças com qualquer bagulho para não ficar fora do poder, seja com Bolsonaro ou com Amoêdo... o que for. O ex-governador que se dane, devem afirmar os que lhe viram as costas agora, reeditando o que foi feito com Cristiano Machado nos anos 50:

Se Alckmin não reagir até o final da rodada de pesquisas Ibope e Datafolha a ser divulgada entre 6 e 18 de setembro, aumenta exponencialmente seu risco de cristianização. A expressão já tem 67 anos e pode levar os mais novos a confundirem Cristo com Cristiano (Machado), mas o resultado é o mesmo: os Judas entre apoiadores do tucano abundarão se ele não crescer logo – ou se, no mínimo, não conseguir desgastar Bolsonaro. Não é fácil, porque o rival não depende apenas da propaganda para aparecer.

Esse cenário é uma demonstração do tipo de gente que pode governar o Brasil na eventualidade de uma grande frente de direita da qual o principal beneficiário seria João Doria Jr, um mau-caráter que caminha para a sua 3a e última traição contra seu padrinho.

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