sexta-feira, 24 de agosto de 2018

Onde é a saída?

O clarão ao fundo não indica que o fim do obscurantismo
está se aproximando; indica o contrário: 
estamos indo na sua direção para acabar com ele
Penso que estamos diante de uma nova realidade ainda não inteiramente delineada na vida brasileira nem consolidada no cotidiano da sociedade, mas cujos contornos já me parecem definidos no âmbito das práticas políticas e dos regramentos da moral.

Os fatos que dão consistência a essa minha percepção acho que posso identificar como sendo de duas naturezas. A primeira é aquela que decorre da liberação de forças que operam no âmbito da segregação social e cujo projeto de poder está no aprofundamento da apropriação da riqueza pelos interesses privados; forças que emergiram plenamente na vida nacional na esteira do golpe contra presidente Dilma Rousseff em 2016. É fácil identificar seus principais representantes entre os candidatos que têm na promoção da pobreza toda a lógica do seu projeto de poder. Alckmin, Amoêdo, Doria, Meirelles, essa turma toda forma um esquadrão de pessoas mal-intencioadas, verdadeiros detritos, que escorrem pela vida brasileira ajudados pela mídia, pelo poder Judiciário, pelos bandos neofascistas que correm em seu apoio o tempo todo, como é o caso do MBL.

A segunda, nem um pouquinho menos nociva, embora repleta de signos religiosos e espirituais, é a que se articula em torno da igrejas evangélicas, não propriamente dessas instituições, mas ao redor de seus pastores e chefes - verdadeiro bando de facínoras que encontra na desesperança que a crise provoca o êxito de sua prédica. Um conjunto de discursos mentirosos mas recheado de valores nos quais o senso comum acredita e com os quais a camarilha neopentecostal põe em execução uma concepção rasteira da vida: a oposição entre o bem e o mal na sua acepção mais desumanizadora (continue a leitura)
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