segunda-feira, 13 de agosto de 2018

Pela porta dos fundos e com más intenções

Bolsonaro e Flávio Rocha: a ideologia do porão vem à tona
e entra na disputa pela representação popular, mas pela porta

dos fundos e cheia de más intenções 
(assista ao vídeo)

Flávio Rocha anuncia apoio a Jair Bolsonaro

A notícia corre pela rede não pela sua dimensão eleitoral, já que Flávio Rocha não tem penetração significativa em nenhum bolsão de eleitores, mas pela sua dimensão política e ideológica. O apoio do empresário ultraconservador a Bolsonaro - uma espécie de noiva disponível para qualquer fascista que o queira - mostra a consolidação de um arco de forças obscurantistas que vem emergindo como a real possibilidade de que o Brasil tenha, a partir de 2019, um governo disposto a implementar o mais radical projeto de desmontagem social e de restrições às liberdades públicas e aos direitos humanos de que se tem notícia nesta fase da história contemporânea. 

Não é necessário que se diga muito a respeito, já que a ameaça de que isso pudesse ocorrer vem sendo percebida em qualquer análise do cenário político nacional. O que me parece ser motivo de destaque é a natureza, quase clandestina (leia a matéria da Folha indicada abaixo), do sistema de alianças que a extrema direita está disposta a fazer para evitar a surpresa de que uma candidatura de perfil social-democrata vença as eleições: dos empresários que professam algum tipo de apego retórico ao liberalismo até o Judiciário, passando pela "grande" mídia, pelas forças armadas, pela fragmentação partidário-religiosa e pela evidente simpatia do imperialismo, o Brasil está diante da possibilidade concreta de reunir no próximo governo o mais reacionário bloco de forças que o projeto do golpe do impeachment construiu.

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