terça-feira, 18 de setembro de 2018

Antes que o neoliberalismo e o capital financeiro destruam o país

Assessores econômicos dos candidatos de direita vivem
em estado decatatonia anômica e nem imaginam qual é a
realidade social do país; aliás não têm sequer
uma única proposta para ela.
Quanto mais falam os economistas que assessoram os candidatos conservadores mais fica claro que estamos diante de uma cilada teórica e conceitual cuja força reside na simplificação da crise econômica brasileira a uma questão fiscal. Com base na cientificação do óbvio, a tese dessa turma é a de que a austeridade adotada como norma da ação do Estado e a redução deste ao mero gerenciamento financeiro - com a desconstitucionalização da gestão econômica (como criminosamente disse Pérsio Arida) - vão destravar a economia. Associada ao enxugamento dos direitos sociais, à privatização selvagem dos ativos nacionais e à abertura facilitada (mais ainda) ao capital estrangeiro, a retomada do crescimento econômico seria possível.

Isso não é nem um projeto nem uma ilusão; é uma mentira. A sustentação desse modelo - o mesmo que trouxe o Brasil à situação falimentar em que se encontra graças ao golpe de 2016 - não é técnica e nem mesmo encontra apoio em organismos financeiros internacionais; é singularmente ideológica e tem o objetivo de construir uma blindagem eleitoral contra a possibilidade de que se   no país um governo de extração socialista com o compromisso de alterar a secular concentração da renda nas mãos de 1% da população. Antes que a mídia transforme em axioma o receituário neoliberal, convém analisar de perto a dura realidade de que estamos falando.

* O fim do cartel financeiro, a redução da taxa de juros e equilíbrio das contas públicas (Amir, Khair, IHU) * Áreas sociais pagam ganância de bancos e empresas (blog) * A Era Temer (blog) * O Brasil onde não passa nada (Piauí) * O mínimo e o justo (Piauí) * O apelo do The Economista pela salvação da democracia (Luis Nassif, GGN) * Um quarto da população vive com menos de R$ 387 por mês (Observatório do 3o. setor).
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