segunda-feira, 17 de setembro de 2018

O fascismo que bate à porta (Roberto Amaral, Carta Capital)

Uma das estratégias é criar adversários. O nazismo elegeu judeus e comunistas. Em 1964, criaram a ameaça comunista. Agora, o "perigo" é a esquerda.

Sem se dar conta dos riscos que corre, o país assiste à construção de um  projeto político protofascista, com data marcada para instalar-se, sem previsão para nos deixar em paz. Só não vê quem considera mais cômodo ignorar os desafios, pensando que assim deles se livra, como o avestruz que enterra a cabeça para não ver o predador.
No Brasil não quisemos entender, ou não tivemos competência ou coragem para entender as jornadas de 2013, e muito menos ousamos tirar conclusões do significado do final da campanha presidencial de 2014.
Pior: muitos segmentos da esquerda brasileira viram e veem ainda no impeachment um mero golpe de Estado que se esgotava na troca de Dilma por Temer. Na campanha em andamento muitos não querem ver que a disputa vai muito além da escolha de Joaquim ou Manuel para a presidência da República (continue a leitura).
Leia ainda: * Bolsonaristas querem dar um golpe (Celso Rocha de Barros, Folha) * A nova chantagem das elites (Paulo Kliass, Outras Palavras) * Chomsky: crescimento da extrema-direita é consequência do neoliberalismo (Brasil de Fato)

Ilustração da postagem: DW
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