sábado, 29 de setembro de 2018

Contra o fascismo, em defesa da democracia

De repente, olha eu de novo, perturbando a paz, 
exigindo o troco... que medo você tem de nós
(Pesadelo, Tapajós, Pinheiro)
Eu não sei dizer quantas contradições vão se avolumar nas ruas do Brasil no dia de hoje; nem sei explicar plenamente a natureza da crise que estamos vivendo, exceto que se trata de um colapso político provocado pelo golpe contra a democracia desferido em 2016. Talvez a única coisa que eu posso arriscar é uma constatação: o que vai acontecer neste 19 de setembro de 2018 é a expressão de  um processo histórico que nossa burguesia e seus estamentos não conseguem controlar, embora estejam tentado fazer isso desde 1945. Mais uma vez, não vão conseguir.

Vamos para as ruas defender nossa sociedade de um projeto de inspiração fascista que é hoje representado por uma candidatura que nega o que somos: um país plural, multiétnico, multicultural, multiidentitário, diversificado e legítimo nas escolhas de cada cidadã e de cada cidadão, tolerante e democrático. Bolsonaro e seus apoiadores declarados ou aqueles disfarçados que atuam nos espaços de um liberalismo de fachada, representam a opressão, a negação da vida plena, alegre e verdadeira. No dia de hoje... vão recuar.

#Elenão deixou de ser uma simples uma simples hashtag: é um movimento feminista e político que pode mudar o Brasil (The Intercept)* Não aceito resultado diferente da minha eleição, desfia Bolsonaro (El País) * Ao dizer que não aceita derrota, Bolsonaro põe a democracia no pau de arara (Sakamoto, Uol)* Milicias virtuais de Bolsonaro espalham o caos na rede (título adaptado, The Intercept) * A máquina de fake news dos grupos a favor de Bolsonaro no WhatsApp (El País) * Bolsonaro diz que Mourão não conhece a Constituição (título adaptado, Carta Capital) * General ligado a Bolsonaro fala em banir livros sem a "verdade" sobre 1964 (Uol).
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