segunda-feira, 22 de outubro de 2018

TSE põe covardia acima da lei e clima de medo de espalha pelo país

Coletiva do TSE: pantomima que se deu ares de seriedade para exibir 
 uma corte transida e conivente
com as irregularidades
 que esvaziam a democracia brasileira: 
o país está desprotegido de seus juízes

O que se viu em Brasília ontem, antes, durante e depois da coletiva que o TSE deu para explicar as providências que está tomando para evitar que a ilegalidade prevaleça nas eleições presidenciais, foi um modelo de pusilanimidade: uma corte contaminada - tal como o STF - por sua cumplicidade (já deixada clara em outras manifestações) com a violência contra a Constituição. O resultado, nas mãos de quem já percebeu que nada será feito que possa barrar, pelo poderes instituídos, a ascensão fascista, é a ofensiva totalitária e, em contrapartida, o crescimento do clima de medo por toda a sociedade.

Em lugar nenhum do mundo as ameaças feita pelo filho de Bolsonaro sobre um eventual fechamento do STF - um apelo abertamente fora da lei - ficariam impune, da mesma forma que a constatação já fartamente comprovada da campanha ilegal do candidato do PSL. No lugar disso, o TSE contemporizou e veio a público com uma pantomima da mais pura tibieza, bem mesmo ao estilo de Rosa Weber já conhecido em julgamento anterior da suprema corte brasileira. Esse acovardamento, manifestado de forma orquestrada em todas as falas dos integrantes da mesa - muito desconfortáveis com suas próprias encenações - estará na raiz do desastre a que vamos assistir no tempo imediato, para alegria de empresários, lideranças pseudo-liberais, mídia hegemônica e outras representações da sociedade civil que venderam o país aos seus interesses. O que vamos assistir no final desta semana não será o desfecho, no 2o turno, de um roteiro de amadurecimento político e democrático da sociedade brasileira, mas uma farsa. Tudo indica que o TSE queria isso mesmo.

* A reportagem de Patrícia Campos Mello (Folha, 20 de outubro) sobre as irregularidades na campanha de Bolsonaro: Documento confirma oferta ilegal de mensagens por WhatsApp na eleição.

* Denúncia contra Bolsonaro é grave, mas o tempo é curto (Maria Cristina Fernandes, Valor) * O chefe a milícia e o vendedor ambulante (Maringoni, Opera Mundi) * TSE na berlinda como nunca (El País) * Fala de Eduardo Bolsonaro é golpista (Celso de Mello, do STF, Folha) * Coletiva de Rosa Weber decepciona (Extra Classe) * Em vídeo, filho de Bolsonaro diz que para fechar o STF basta um soldado e um cabo (G1) * Bolsonaro: vamos varrer o mapa dos bandidos vermelhos (El País) * Fachin nega pedido do PSOL para impor restrições ao WhatsApp (G1) * TSE nega liminar pedida pelo PDT (G1) * Corregedor instaura ações contra campanha de Bolsonaro (Uol).
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