sexta-feira, 9 de novembro de 2018

A privatização da escola: ao invés de um diploma, uma promissória para a vida toda

O sonho americano como pesadelo

Financiamentos afundam os estudantes nos EUA: dívidas superam R$ 5,9 trilhões de reais

Sandro Pozzi
El País

Reportagem constata o que todos sabem: o desvio fundamental e dramático que a escola sofre nas mãos dos empresários: atividades de ensino e de pesquisa transformadas no mais vil instrumento de lucro. O resultado também é conhecido: gerações inteiras de eunucos intelectuais endividados para sempre... É isso o que nos espera no Brasil.

A geração Y, a que nasceu entre meados dos anos 1990 e começo do novo milênio, está afundada em dívidas nos Estados Unidos. O dado do Federal Reserve sobre a situação financeira das famílias é preocupante. Quatro de cada dez pessoas que concluíram os estudos universitários têm de devolver algum tipo de empréstimo. O total acaba de superar 1,5 trilhão de dólares (5,9 trilhões de reais), um montante que ultrapassa a riqueza de uma economia avançada como a da Espanha.


A dívida universitária supera tranquilamente o 1,1 trilhão (4,3 trilhão de reais) em financiamentos para a compra de automóvel. Também a que se acumula nos cartões de crédito, que se aproxima do trilhão. O problema, como mostram as estatísticas do banco central dos Estados Unidos, é que esses empréstimos se combinam. A dívida média do recém-formado chega a 28.400 dólares (cerca de 112.000 reais), segundo The College Board. A cifra é maior para os estudantes que vão para universidades privadas (continue a leitura).

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