terça-feira, 27 de novembro de 2018

Mergulho na desigualdade brasileira (via Outras Palavras)

Novo relatório da Oxfam aponta: enquanto o país afunda na crise, homens ricos e brancos prosperam. Eles ganham com a tributação injusta e a redução dos gastos sociais. Por quê?

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Redução da desigualdade de renda estagnou no Brasil
entrevista com Raphael Georges
por Patrícia Facchin, IHU
O novo relatório da Oxfam Brasil, intitulado “País estagnado: um retrato das desigualdades brasileiras”, demonstra que a redução da desigualdade de renda estagnou no país entre 2016 e 2017. De acordo com Rafael Georges, um dos responsáveis pelo relatório, entre a população mais pobre “percebemos, entre 2016 e 2017, uma variação de decrescimento, ou seja, uma redução geral da renda, sendo que negros e mulheres perderam mais, enquanto no topo houve uma retomada que foi melhor para os homens e a população branca”.
Entre os mais pobres, exemplifica, os negros “ganhavam 675 reais em média e passaram a ganhar 658 reais, ou seja, tiveram um decrescimento da renda”, enquanto a população branca “teve um pequeno crescimento da renda, passando de 902 para 975 reais. Isso mostra que os negros, mesmo num momento de retomada muito lenta da economia, são sempre os últimos a ser incluídos. A relação entre brancos pobres e negros pobres, que era de 72%, ou seja, um negro pobre ganhava 72% do que ganhava um branco pobre, caiu para 68%. Quando se olha o topo da distribuição, houve um incremento geral, mas os brancos incrementaram suas rendas muito mais do que os negros. Houve um incremento para os brancos de cerca de 17% da renda, enquanto os negros mais ricos do topo tiveram um incremento de menos da metade disso, de 8%. Então, os negros são sempre deixados para trás”, informa (continue a leitura).

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