quinta-feira, 1 de novembro de 2018

O projeto de Paulo Guedes: a destruição do Brasil

Paulo Guedes mimetizou rapidamente os gestos de Bolsonaro
de quem se aproximou por pura conveniência
 O fiador, Malu Gaspar, Piauí

O capitão e seu feiticeiro, Paulo Kliass, Outras Palavras 
Atualização:

Este texto já havia sido postado quando Paulo Guedes deu o dito por não dito: a ideia de lançar mão das reservas do Brasil para cobrir nossa dívida pública continua sendo acariciada como o primeiro dos crimes que a nova política econômica vai praticar. A coisa é tão sinistra, que o presidente do Itaú veio logo a público saudar a iniciativa de Guedes, fato que deixa claro que a defende e por que a defende.

Leia antes da postagem abaixo as matérias do Globo * Guedes quer usar reservas cambiais para reduzir dívidas * É saudável usar parte das reservas para saldar dívidas, diz presidente do Itaú * Entenda a polêmica sobre o uso das reservas cambiais.

Fiquei assustado com a declaração desse tal de Paulo Guedes logo depois da eleição de Bolsonaro: confirmada sua escolha como o superministro do novo governo, o economista vem a público para "desarmar" os espíritos e "tranquilizar" o mercado afirmando que não tem intenção de usar as reservas internacionais do país, exceto no caso de um "ataque especulativo" contra o real. Nessa hipótese, com o dólar chegando à casa de R$ 5, U$ 100 bilhões seriam sacados em defesa da nossa estabilidade monetária, afirmou o futuro ministro.

A declaração de Guedes é de uma enorme irresponsabilidade e parece ter sido feita para provocar artificialmente aquilo que ele diz querer evitar: a especulação no mercado financeiro, pois que a simples negativa de que as reservas possam ser usadas gera nervosismo suficiente entre os rentistas para que o dólar suba, pela óbvia sensação (ainda que infundada) de que o tal "ataque especulativo" possa ocorrer. Fazendo o que fez, Guedes já saldou sua primeira promissória com os especuladores e com os bancos... e, com isso, mostra a serviço de quem está.

Mas parece que não é isso o que vai acontecer: o mercado, esse ente parasitário da riqueza nacional, exulta com as promessas de impacto feita por Guedes, todas elas aprofundando reformas neoliberais, monetaristas e de austeridade que deram errado no mundo inteiro, como têm dado errado aqui todas as reformas feitas pelo governo golpista se Michel Temer (continue a leitura).
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