quarta-feira, 27 de fevereiro de 2019

História recente: Globo sumiu com Lula

Professoras da UFMG estudam 200 edições do JN e desvendam operação
de "silenciamento" de Lula

"Foi a partir de uma chamada do Plantão JN, no final da tarde de 5 de abril, que a maioria da população tomou conhecimento de que o juiz Sérgio Moro acabava de decretar a prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
A notícia, lida de forma sóbria por uma das apresentadoras do JN, Renata Vasconcellos, com a câmera destacando seu rosto e sua camisa alvíssima (veja acima), remetia simbolicamente a uma ideia de purificação, limpeza.
Imagem que visivelmente contrastava com a “sujeira” contida nas centenas de matérias feitas nos últimos anos pelo JN, denunciando corrupção e atribuindo-a ao PT e aos seus integrantes, sempre ilustradas por um grande tubo de esgoto, com fundo vermelho, por onde saía todo o dinheiro ilícito.
A construção das cenas, portanto, não é apenas o quadro para a TV, é uma construção de uma cena para enunciar, para dizer de determinado modo, conduzindo a interpretação do espectador.
As cenas são fortemente marcadas por elementos simbólicos (o duto, de um lado; a roupa alva, de outro) que estarão sempre na memória do espectador. E são elementos que aparecem reiteradamente, em quase todas as edições" (leia a íntegra do artigo de Angela Carrato e Eliara Santana publicado no VioMundo).
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