terça-feira, 5 de março de 2019

Leituras para a 3a feira de Carnaval

Fantasias inesquecíveis 

Fantasias são construções imaginárias daquilo que não somos. Em alguns casos, no entanto, esse apego é tão forte que vira fantasia "o que de fato somos" e realidade a nossa pulsão pela persona que sonhamos ser. O Brasil está cheio de gente assim.

Homer Cado está preocupado. Que bom! Nem Bolsonaro está seguro de sua deforma da Previdência. O baronato financeiro e seus jornalistas estrilam e ameaçam com o fim do mundo - mas no fundo temem. Artigo de Artur Araújo em Blogdaredação (Outras Palavras).

* Proposta de reforma é "muito boa", sentencia Bracher, presidente do Itaú, provavelmente o banco que mais vai lucrar com o sistema de previdência privada proposto pelo governo (Estadão)

“Agora é Bolsonaro, porra”, diz o
candidato a deputado Rodrigo Amorim
A metástase. O assassinato de Marielle Franco e o avanço das milícias no RioNo primeiro semestre de 2001, o professor Marcelo Baumann Burgos reuniu 22 alunos do curso de ciências sociais da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro para um estudo sociológico na favela Rio das Pedras, na Zona Oeste da cidade. Pesou na escolha da comunidade, além de seu tamanho – 40 mil habitantes na época e 80 mil hoje –, o fato de ser uma das poucas da capital fluminense sem narcotraficantes. Isso facilitava o trabalho dos pesquisadores e era motivo de elogios da parte de Burgos – o professor chegou a definir Rio das Pedras como “um oásis em meio à barbárie” (continue a leitura da matéria de Allan de Abreu na Piauí)

Rubem Fonseca antecipou a linguagem
agressiva do momento atual
O futuro chegou. Uma leitura de Rubem Fonseca no país de BolsonaroRubem Fonseca é uma espécie de escritor-profeta que antecipou a linguagem do momento atual, o seu tom agressivo e perene sentimento de afronta. A sua escrita brutal, seca e violenta deriva de um senso de desolação moral e metafísica. No texto de Alejandro Chacoff, publicado na Piauí, um ensaio de dar água na boca: "Em “A coleira do cão” – conto da coletânea homônima de Rubem Fonseca, publicada em 1965 –, o policial carioca Washington se irrita com o bom-mocismo de seu chefe, o delegado. “A polícia está ficando mole”, Washington diz. “E o resultado é este que o senhor está vendo: o número de assaltos e furtos aumenta dia a dia. Eu fiz o curso de detetive da escola. Lá não tem um stand de tiro, mas em compensação ensinam psicologia e direito constitucional. He, he.” O narrador de “O inimigo”, um conto anterior, se irrita com a seriedade vagamente pomposa de um ex-amigo de infância, e brada: “Só porque você deu um golpe do baú com êxito, casou com uma loura, herdou Gobelin do sogro, assiste aula de história da filosofia, dada por um professor de titica qualquer, só por isso, seu cretino, você tá pensando que é alguma coisa. Bestalhão. Não sei onde estou que não te parto a cara.” Em “A força humana”, um halterofilista melancólico passa andando pela rua e vê um homem negro dançando. “Pensei: outro maluco, pois a cidade está cada vez mais cheia de maluco, de maluco e de viado.” (continue a leitura).

Redes socais não são a opinião pública (Folha) * As redes sociais se tornaram o 5o. poder no Brasil (BBC). Dois artigos para esquentar o debate sobre o alcance que as redes sociais adquiriram na vida brasileira, em especial na política. Acontecimentos recentes, como o recuo do juiz Sérgio Moro na nomeação de Ilona Szabó para o Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária e o reconhecimento por Bolsonaro do peso que um de seus filhos tem na divulgação do mix das ideias da família, mostram que o país está diante de uma institucionalização informal de difícil controle.

Noam Chomsky
Noam Chomsky: la posverdad y las fake news (La mente es maravillosa): Lo preocupante del fenómeno de la posverdad es que ha convertido las fake news en el insumo del cual se valen muchas personas para tomar decisiones importantes. Chomsky nos alerta acerca de los riesgos de esa situación. Se le llama posverdad a la distorsión deliberada que se hace de la realidad con el fin de moldear la percepción y las opiniones de la gente. Es un tipo de visión que se difunde principalmente a través de los medios de comunicación y de las redes sociales. Su objetivo es el de manipular a la opinión pública y una de sus herramientas básicas son las fake news o noticias falsas (continue a leitura).

Aretha Franklin, a rainha da soul music
O tesouro de Aretha Franklin (El País): A culpa foi das claquetes. Ou, na verdade, da ausência delas. Culpa da inexperiência na gravação de um show por parte de Sydney Pollack, que não usou claquetes – provavelmente para não incomodar Aretha Franklin – e nunca conseguiu sincronizar as imagens com o som. Durante décadas, a filmagem ficou guardada em caixas, sem que Pollack soubesse muito bem o que fazer com aquelas fitas impossíveis de montar. Só a teimosia de Alan Elliott, a quem Pollack cedeu o material antes de morrer de câncer de pâncreas, em 2008, e a morte da rainha do soul, que sempre proibiu a estreia do filme (“Ela não tinha vontade de falar comigo sobre o projeto, conta Elliott), conseguiram trazer a público Amazing Grace, o testemunho dos dois dias de janeiro de 1972 em que Franklin se encerrou numa igreja de Los Angeles e gravou um de seus álbuns mais famosos, no qual ela se voltava ao gospel – ao vivo, com público – depois de arrasar no soul (continue a leitura).
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