sábado, 2 de março de 2019

Leituras para o sábado de Carnaval

Uma seleção de textos inteligentes para ler enquanto a caravana passa

Bolsonaro é o cara do andar de baixo: quem decide mesmo é a turma do MF e do BC com seu respaldo financeiro e global. O artigo que fala mais ou menos sobre isso foi escrito por José Roberto de Toledo e publicado na PiauíO presidente inseguro

* Donald Trump, em momento de descontração no ano de 2017, deixou claro o que pensa da Venezuela: "Esse é o país com o qual deveríamos entrar em guerra. Eles têm todo esse petróleo e estão bem no nosso quintal". Essa encenação que estamos assistindo não é muito mais do que a execução do velho plano imperialista. Vale a pena ler a matéria de Andrew Fishman no The InterceptTrump já contou a verdade sobre a Venezuela, mas a mídia insiste em espalhar a mentira.  

* Exercícios de intolerância. A extrema direita vai se acostumando ao repto que oferece a qualquer espaço que ainda possa restar de diversidade de ideias e de propostas nessa zona em que se transformou o "governo" Bolsonaro. Dá para conferir isso no texto produzido por Lais Alegretti e Eric Camara e publicado no site da BBC Governo Bolsonaro: forçado a recuar no caso de IIona Szabó, Moro perde seus superpoderes.

Fabrício Queiroz (na foto, ao lado de Flávio Bolsonaro)  contou a fabulação de suas atividades. Para o site GW, "pela primeira vez (...) ofereceu à Justiça explicações sobre as suspeitas de corrupção que pairam sobre ele. No depoimento, ele tenta livrar os chefes". Particularmente, penso que estamos diante da presunção de criminosos que mentem porque pensam que são donos da verdade. Para esse tipo de gente a História não existe, embora todos eles, ao fim e ao cabo, apareçam sentados à espera de suas sentenças. Leia aqui.

* Foi apenas uma metáfora o artifício discursivo usado pelo vice-presidente Mourão na entrevista dada ao Valor Econômico ou a sugestão de "degola" é para ser levada ao pé da letra? Mourão compara Previdência a uma batalha: "tem que avançar e degolar.

* E o Alexandre Nero? Não deixou por menos na entrevista que deu à Veja: "A gente está com um governo sem-vergonha. Um menino de 15 anos presidindo o país para para risada, está para chorar". A referência foi feita ao filho do presidente que orienta as manifestações do pai nas redes sociais. Vale a pena ler o que Nero disse: Alexandre Nero fala do filme Albatroz e fás crítica ao governo Bolsonaro.

* Damares é motivo de chacota, mas engana-se quem pensa que suas declarações, pela imbecilidade que traduzem, não passam disso. Estamos diante de uma construção ideológica que domina parte do tecido social do país. O artigo publicado em Outras Palavras fala sobre isso: A guerra nada folclórica de Damares Alves: "É tolo ver a ministra como figura desimportante. Ela expressa a reação da família que reproduz a ordem social; que pensa saber o que é bom e belo e deseja queimar bruxas, para ser a última fortaleza de uma civilização em crise".

Ilustração da postagem: Blog do Alienista
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