quinta-feira, 11 de abril de 2019

No limite da pobreza

Foto: Rafael Neddermeyer
Reformas trabalhista e da Previdência podem levar o Brasil a depressão social sem precedentes
João Victor Santos (IHU)
Entrevista Valdete Severo
Juíza do Trabalho em Porto Alegre
Um ano depois de sancionada pelo governo de Michel Temer, a chamada reforma trabalhista promove verdadeiros atos de terrorismo contra o trabalhador. É o que observa a juíza do Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região, em Porto Alegre - RS,  Valdete Severo. “Não houve um estímulo ao cumprimento dos direitos trabalhistas, mas sim um verdadeiro terrorismo contra o ajuizamento de demandas, pelo temor do trabalhador de finalizar um processo devendo para o empregador”, observa, ao apontar que muitas pessoas, com medo, deixaram de buscar seus direitos junto à Justiça do Trabalho. Esse é um dos efeitos nefastos dessa reforma.

Além disso, na entrevista a seguir, concedida por e-mail à 
IHU On-Line, a magistrada destaca que a tese de muitos defensores da reforma como uma atualização da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT é um engodo. “Estamos atualizando a CLT para deixá-la adequada aos parâmetros do século XVIII”, ironiza. “A CLT precisa ser modificada, é verdade, mas apenas para fazer valer o texto constitucional. As regras sobre despedida por justa causa, por exemplo, não atendem ao parâmetro constitucional de paridade, de ampla defesa ou de proteção contra a dispensa”, completa (continue a leitura).
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