domingo, 17 de novembro de 2019

A dinâmica do fascismo no Brasil

O apelo ao senso medíocre como instrumento
da selvageria do capital.
Bolsonaro é um fantoche de forças que o transformaram no instrumento para finalzia o processo da revolução burguesa no Brasil, naturalmente com todas as peculiaridades determinadas pela nossa história. A principal delas: a modernização avessa à democracia.

A entrevista com Roberto Schwarz publicada na Ilustríssima de hoje (link alternativo) aponta para o paradoxo dessa oposição naquilo que o professor da Unicamp conceitua como "neoatraso bolsonarista", isto é, o atraso do capitalismo brasileiro que não se expressa apenas na sua existência periférica e parasitária, mas numa espécie de upgrade arcaico dos costumes e da miséria social. Segundo Schwarz é essa a marca que estabelece a linha de coerência entre o que o Brasil vive hoje e 1964 e será possivelmente bem sucedida se os instrumentos de mobilização das massas articulados pela extrema-direita forem eficazes.

Outras leituras: * Cultura e política no Brasil, 1964-1969 (R. Schwarz na antologia O pai de família e outros estudos, Paz e Terra) * Novo projeto de poder de Bolsonaro, a Aliança pelo Brasil é o primeiro partido neofascista do país (João Filho, Intercept) * Aliança de Bolsonaro é mais radical de direita do que Arena da ditadura (Fábio Zanini, Folha) * Bolsonaro quer dar futuro ao reacionarismo (Vinicius Torres Freire, Folha) * Dos cristais à porcelana: a América Latina na mira dos milicianos (Carta Capital) * Falta um projeto para o Brasil (IHU).

Leituras paralelas: * Nova ultradireita, filha dos neoliberais (Outras Palavras) * Sociedade incivil e barbárie (Muniz Sodré, Folha) * A muleta política neoliberal (José de Souza Martins, IHU) * Defesa da democracia nunca foi tão importante como agora (Abrucio, Valor) * Empresários bolsonaristas são 8 dos 200 maiores bilionários (Carta Capital) * A resistível ascensão dos novos fascistas (Löwy, Outras Mídias) * Direita tem nela um mal constitutivo (Folha) * Neofascismo é parceiro ideológico do neoliberalismo financeiro (GGN) * Sobre os surtos neofascistas (Dilma Rousseff).
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