sexta-feira, 25 de setembro de 2020

Capitalismo brasileiro: a especialidade do atraso

Retrocesso colonial

Paulo Kliass (Carta Maior)

A sociedade brasileira vem experimentando há várias décadas um nítido processo de perda de importância das atividades da indústria no conjunto de sua base econômica e produtiva. No entanto, ao contrário do discurso otimista e enganador dos que defendem tal movimento, por aqui ele não se dá na mesma direção das transformações ocorridas na distribuição dos diferentes setores da economia nos chamados países desenvolvidos.


O processo de desindustrialização sempre poderá ser analisado sob diferentes prismas. Em uma primeira abordagem, passa a ser valorizada a redução da participação da indústria dita “tradicional”, uma vez que essa mudança seria fruto de um crescimento da importância relativa de setores de serviços de ponta, portadores de uma elevada densidade tecnológica em seus processos intrínsecos. Com isso, a migração em direção a esse nova área do terciário não implicaria uma redução na capacidade de geração de valor pela sociedade e nem mesmo seria causador de uma nova inserção internacional mais desqualificada do país considerado (continue a leitura)


Leia tabém: * Brasil: trajetória da reprimarização (Beluzzo e Sebastião Neto em 'Como nos tornamos tão primários', Outras Palavras) * Um mapa da desigualdade em São Paulo (OP) * Pandemia agrava quadro de vulnerabilidade social (IHU) * Investimentos estangeiros caíram 85% em agosto, diz Banco Central (Estadão).
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