sexta-feira, 11 de dezembro de 2020

A crise brasileira

Entre as piores elites do mundo 

Os predadores
Grosseira, avarenta, desprovida de sensibilidade social, cafona e, sobretudo, arrogante e prepotente... esses são alguns dos qualificativos que se encaixam perfeitamente na avaliação feita sobre as classes dominantes brasileiras: um conjunto despreparado até mesmo para gerir seus próprios negócios. O resultado é o que se vê: um país falido, que transborda miséria e desemprego por todo lado, que não inova em nenhum setor, exceto naqueles em que se associa, de forma abjeta, aos interesses estrangeiros. Uma elite dessas, que não tem projeto para coisa alguma, tem que ser retirada de onde está e pagar severamente pela destruição do país.

A inspiração dessa abertura vem da leitura do artigo de Pedro Fernando Nery publicado no Estadão do último dia 8 de dezembro, um texto que mais parece ter saído da pena de um radical marxista do que de um economista conservador. Segundo Nery, o Brasil tem a 6a pior elite entre 32 países, ficando atrás de verdadeiros desertos da modernidade, como o Casaquistão, a Arábia Saudita e o Botswana (leia aqui a íntegra do artigo).

A constatação permite entender melhor a natureza do modelo brasileiro: um processo sistemático de transferência da riqueza gerada pela sociedade para as mãos que gerem os interesses privados dessas elites. A consequência - que a estrutura conciliatória dos mecanismos da representação política provoca (da qual nem mesmo a esquerda escapa) - é aparentemente um paradoxo: um país com índices de modernização entre os mais elevados do mundo, exibe um nível de exclusão social que o inviabiliza, como se fosse possível uma economia se sustentar sobre a renda de um estrato da população inferior a 1% de seu total.  
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