terça-feira, 30 de março de 2021

O que vem por aí é o caos

ISOLADO E EM DESESPERO, BOLSONARO ARMA O GOLPE

Sociedade brasileira assiste ao golpismo do pior presidente de sua história:
"Como é fácil impor uma ditadura ao Brasil", diz o ex-capitão
Bolsonaro é um sujeito de pouca inteligência. Articula mal as ideias e compreende de forma precária a realidade que o cerca. Pode ser visto como um desses azares que de tempos em tempos atravessam os processos sociais e que chegam aonde chegam porque mobilizam forças que buscam algum tipo de representação na órbita do Estado que lhes dê a sensação ilusória de segurança. Exemplos de figuras iguais a ele não faltam: de Nero a Hitler, de Idi Amin Dada a Fulgêncio Batista e Mussolini, todos em seus contextos ocuparam os espaços de "cegueira" política de suas épocas com a marca da força e da violência. Como Bolsonaro, todos deixaram atrás de si um enorme saldo de mortes e de destruição.

Ontem (29 de março), o dia parece ter sinalizado, para o medíocre ex-capitão e para todas as mentes doentias que o apoiam, o sinal de alerta: ou golpeiam as instituições ou são atropelados pela crescente revolta popular contra seus desmandos. Não é para menos: no governo, Bolsonaro exibiu em pouco mais de dois anos o mesmo desempenho que caracterizou sua carreira parlamentar: nem uma única vírgula que pudesse ser aproveitada como algo de alguma relevância. Na PR, não foi diferente, como se pode perceber: o Brasil está falido. São milhões de desempregados, de cidadãos à beira da miséria absoluta, todos os setores em colapso, na Educação, nos Serviços Públicos, na Saude. Sem ter para onde ir e convivendo com o cheiro forte que exala dos mais de 300 mil mortos que carrega nas costas pelo estímulo que deu ao crescimento da pandemia, Bolsonaro reagiu da forma como acha que pode se salvar: o salto no escuro que a desordem de suas medidas pode criar. Ou alguém acredita que esse desvario administrativo-jurídico-político-militar tem alguma chance de estabilizar o governo?

"O que vem por aí é o caos", disse ele ao grupo de ensandecidos que o esperam todos os dias na porta do Planalto. Tomara que seja mais que o caos; precisamos de alguma coisa parecida com um exorcismo civil que ocupe as ruas, as praças, os palácios e varra para algum lugar essa massa de dejetos do bolsonarismo. 

Assindético e adversativo
* Bolsonaro entrincheirado (Maria Cristina Fernandes, Valor) * Meia volta volver: os militares no governo Bolsonaro  (Podcast Pública)
Imprensa dá voz à farsa de que generais se descolaram de Bolsonaro, mas militares seguem afundados no governo (Intercept* A perigosa cartada do desespero (Maringoni, Outras Palavras) * Bolsonaro tenta atrair Forças Armadas para o abismo (Raquel Torres, Outra Saúde) * Comandantes das Forças Armadas pedem demissão em protesto contra Bolsonaro (Folha) * Bolsonaro faz jogada desesperada e arrisca crise militar com reforma (Igor Gielow, Folha) * Demissão de ministro da defesa põe na mesa as cartas da radicalização (Uol) * Bolsonaro troca seis ministérios e acomoda o centrão para sair das cordas (El País) * Forças armadas não entrarão em aventura, diz Santos Cruz (Piauí) * Comunidade internacional teme que caos político agrave a pandemia (Jamil Chade, Uol) * O fim do capitão ficou mais próximo (J.L.Fiori, A Terra é redonda).

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