quarta-feira, 21 de julho de 2021

O MEC nas mãos de um palerma - I

A estupidez do Ministro

Milton Ribeiro, frequentador assíduo das bobagens que Bolsonaro diz em suas lives, espanta a todos pela estultice, verdadeira desonra para uma pasta que já esteve nas mãos de inteligências do porte de Anísio Teixeira, Darcy Ribeiro, Renato Janine, entre outros. Foi ele quem apareceu na televisão para pedir a volta às aulas presenciais, quaisquer que sejam as consequências que isso possa ter para a contaminação de professoras, professores, estudantes e profissionais da Educação.
A esta altura do descontrole em que o Brasil vive diante da possibilidade de uma violenta retomada das contaminações de sua gente pelo coronavírus, fazer um apelo para uma volta às aulas de forma indiscriminada e sem qualquer protocolo nacional uniforme que proteja todos os envolvidos, é mais que uma irresponsabilidade; é um outro crime - ao lado de tantos outros já cometidos por Bolsonaro. Pois foi isso o que o ministro da Educação, Milton Ribeiro, fez na noite desta 3a feira, 20 de julho, evidentemente com o cuidado de deixar claro - como seu chefe insiste - que o governo federal não tem nada a ver com isso. Mas em coro com todos os dirigentes políticos que durante a pandemia fizeram o jogo dos empresários, Ribeiro não precisou nem se esforçar em mentir: é da sua formação obscurantista negar o próprio colapso sanitário e os cuidados para combatê-lo, entre eles o isolamento social, como prova o imobilismo de sua gestão durante a crise (leia aqui)

Voltar às aulas é inevitável, como todos sabemos, mas para que isso respeite normas sanitárias inteligentes é preciso que o processo todo esteja sob o controle social das e dos profissionais afetados pelos efeitos da retomada.  Não são os governadores ou os empresários do ensino, nem mesmo a burocracia da gestão escolar, os que devem decidir sobre prazos, processos ou medidas preventivas, mas professoras, professores e profissionais da saúde. Obtuso como é, o ministro vai na linha do capo, isto é, a demonização fascista do coletivo - mesmo que isso signifique levar as mortes no Brasil ao número trágico dos 600 mil óbitos.

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