terça-feira, 13 de julho de 2021

Indigência cultural

Bolsonaristas impõem critérios obscurantistas à arte e vetam evento musical

Postagem antifascista anunciando Festival de Jazz do Capão de 2020 (!), ao lado de citações aleatórias de J.S.Bach e da Bíblia, estão entre os pretextos que levaram a Funarte a recusar apoio ao evento que se realiza este ano
O apagar das luzes do governo Bolsonaro começa a exibir as marcas do apodrecimento intelectual em que o Brasil está mergulhado nas mãos da burocracia civil e militar que o apoia. A obsessão autoritária contra a liberdade de expressão e contra a riqueza simbólica das manifestações artísticas - entre elas o compromisso com a luta contra o fascismo - manifesta-se não só de forma sutil nos espaços e tempos do cotidiano, mas também sob a forma de espasmos arbitrários que sinalizam para a sociedade o vezo contra a inteligência.

É o caso do parecer que a Funarte emitiu para negar apoio - via Leia Rouanet - ao Festival de Jazz do Capão. Vale a pena acompanhar nas matérias abaixo a indigência da argumentação que fundamentou a decisão: uma verdadeira antologia de bobagens, algumas de clara inspiração evangélica, legalizadas pela assinatura de predadores que ocupam cargos públicos - como se a riqueza da cultura vivesse subtraída das mãos da sociedade. 

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