segunda-feira, 31 de janeiro de 2022

Eleições 2022: desinfetar o Brasil

Fora com essa quadrilha!

Damares, Hang, Augusto Heleno, Bolsonaro, Guedes, Moro (e outros mais) formam o ninho de canalhas que transformou o Brasil na cloaca do capitalismo selvagem e na terra dos desmandos fascistas. As eleições deste ano prometem varrer da vida pública essa turma, seus seguidores e apoiadores, mas engana-se quem pensa que são eles os únicos inimigos do povo.

A campanha eleitoral deste ano nem bem começou e seu impacto já pode a ser percebido no cenário das revelações (leia em O panorama visto da ponte, por Luis Felipe Miguel, A Terra é redonda). O foco parece voltar-se cada vez mais para as disputas intestinas do bolsonarismo. Afinal, quem leva para o governo o espólio fascista que o ex-capitão vai deixar para si mesmo ou para algum de seus herdeiros na hipótese cada vez mais remota de vencer a eleição? A resposta não é simples já que qualquer uma das facções envolvidas está comprometida com esquemas variados - do assassinato e tráfico, da corrupção à prevaricação aos crimes de responsabilidade no exercício de funções públicas.  

A velha mídia hesita em apostar - como parece ser sua vontade - na reeleição de Bolsonaro tal é a desmoralização do ex-capitão e de tudo o que o cerca, mas na iminência de um favoritismo eleitoral avassalador de Lula, tudo indica que o conservadorismo radical vai manter o arco de alianças responsável pela decomposição institucional, econômica e social do Brasil. A manobra do anti-lulismo a qualquer custo está articulada em torno de dois nomes,. na hipótese do descarte de Bolsonaro: Moro e Doria. O primeiro dá sinais de uma corrosão inexorável provocada pela exibição da desonestidade moral do ex-juiz, uma figura pública sem nenhum  caráter. O segundo só fala para o pessoal da Faria Lima e seu projeto de governo mostra uma lacuna fatal: o distanciamento das elites empresariais da questão social brasileira.

Nos links abaixo uma pequena antologia de algumas das matérias publicadas no recesso do blog que dão conta desse emaranhado político que abre espaço para a perspectiva de uma vitória social-democrata nas eleições de outubro.


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