Os idos de março e os vindos de abril e maio

Toda a mobilização, toda a consciência
 e toda energia para barrar o golpe
* Brasil faz campanha de Trump parecer boa (Folha) * O milagre da multiplicação de uma fortuna imobiliária (Estadão) * A dialética da dissimulação das elites brasileiras (Fábio Konder Comparato, Cadernos Unisinos)  * O golpe de Estado de 2016 no Brasil (Michel Löwy, Boitempo) * Direita volver (Bernardo de Mello Franco, Folha) * O fascista não argumenta; rosna (IHU) Temer no fio da navalha (El País) * O que se vê é um bando de ratos (Mídia Ninja) * Imaginem esta: Temer manda Paulinho da Força para negociar com manifestantes (Piauí) * Desesperado com a maré de lama que se aproxima, governo tenta antecipar definição do impeachment (Estadão) * A Brasília de Temer à sombra da Lava Jato (El País) * Revelações de Renan põe políticos em pânico (El País) * Michel Temer e o capitalismo de desastre (Outras Palavras) * Jucá abre o jogo e revela a farsa do impeachment (Folha Brasil) *  O triste Brasil de Temer (do blog) *  Em gravação, Renan expõe influência dos jornais na Lava Jato (GGN) * O Estadão tem um grande passado pela frente (Leandro Beguoci, youpix).

* O Brasil deve pedir desculpas a Dilma e reconduzi-la de onde foi tirada por um bando de corruptos (Paulo Nogueira Batista, DCM) * Em São Paulo, a polícia lava a jato. Em Brasília, um pacto para lavar só vermelho (Sakamoto) * Cientistas condenam fusão do MCTI com Comunicações (SBPC) * Precisamos de um ministro empenhado no progresso científico, com conhecimento a acrescentar, e não de um político com agenda religiosa (Helena Nader, presidente da SBPC, na Folha) * Houve mobilidade social, mas a desigualdade aumentou (Waldir Quadros) * A concentração da renda é maior do que se esperava (Carta Capital) * As políticas sociais brasileiras de uma perspectiva latino-americana (Célia Osório Gonnet) * O isolamento da democracia liberal no Brasil (Christian Dunker) * O golpe e o isolamento da esquerda (Rodrigo Viana) * Chegou a hora de uma nova esquerda (Boaventura de S. Santos) * A esquerda precisa inventar uma outra governamentalidade (Pierre Dardot e Christian Laval) * A esquerda brasileira falhou completamente (Alexandre Mendes).


* Haverá sucessão do lulismo pela esquerda? (Outras Palavras) * As duas faces de resistência ao golpe (Outras Palavras) * O pau vai quebrar (Bepe Damasco, via Blog do Miro) * Saída de Dilma é um alívio para o PT (Lincoln Secco) * Todos os vínculos foram explodidos (Tales Ab'Sáber) * Quem deu o golpe em quem (Jesse Souza, Ilustríssima) * A objetividade contra o discurso sectário (Joel Fonseca, Ilustríssima) * Intelectuais do mundo inteiro contra o golpe (Opera Mundi).
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O erro do juiz Moro (postagem do blog com links da repercussão na imprensa) * Lava Jato: entenda as polêmicas em torno da operação (El País) * Em nota, Moro defende ação contra Lula, mas não antecipa culpa (Uol) * Terremoto político provocado pela Lava Jato reacende impeachment (El País) * Caso Lula põe democracia brasileira à prova (El País) * Investigação sobre Lula faz Brasil flertar com crise institucional (El País)

* A manipulação de um grampo ilegal (Brasil 24/7): Fascismo da Globo coloca o País em pré-guerra civil (Brasil 24/7) Concessionária de serviço público, a Globo usou seus telejornais para incitar a população a ir às ruas para tentar derrubar a presidente Dilma Rousseff na noite de ontem; Globo foi também a primeira a receber o grampo ilegal contra a presidente Dilma Rousseff divulgado pelo juiz Sergio Moro; nos conflitos registrados ontem, ciclistas e um casal foram agredidos porque tinham a aparência de petistas; "Era isso que queria a Globo com a divulgação de vazamentos sem apuração e a cobertura de protestos com todos os links e câmeras dando palco para animais raivosos em bandos?", questiona o jornalista Kiko Nogueira, diretor do DCM; movimentos sociais devem ir às ruas em defesa da democracia e há risco de confrontos nas ruas (leia tudo).

* Marta Suplicy está pagando caro por sua vaidade, oportunismo e desfaçatez. Tentou faturar uma frustrada tentativa de um discurso incendiário contra Dilma, a mesma presidente que a acolheu no ministério quando ninguém a queria por perto. Seu isolamento é tão grande que não deixaram nem que a senadora falasse: foi ruidosa e humilhantemente vaiada. Tomara que os caciques do PMDB lhe deem a candidatura à Prefeitura de São Paulo para o eleitor sacramentar o fim de sua carreira política.

* Também Aécio e Alckmin levaram o troco na Avenida Paulista. O ex-governador mineiro, e candidato derrotado por Dilma nas eleições presidenciais do ano passado, foi chamado de vagabundo e corrupto. Alckmin - que não consegue explicar até agora o que foi feito da merenda escolar - recebeu tratamento semelhante. Aliás, o candidato do governador à prefeitura (Dória Júnior) sentiu o que o espera da mesma forma que seu padrinho: foi impedido de falar numa palhinha que pensou aproveitar em algum palanque.
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Cena antológica da crise que o Brasil viveu em 1961: João Goulart, ao centro, de braço erguido, ladeado por Tancredo Neves e por Leonel Brizola. Foi preciso que o Rio Grande do Sul se rebelasse para garantir a posse de Jango, mesmo assim com sua autoridade limitada pela criação do Parlamentarismo. Perderam a aposta no golpe os mesmos setores que hoje estão dispostos a derrubar Dilma. Talvez seja o caso de uma nova Rede da Legalidade para consagrar o respeito absoluto ao voto popular.
* O PSDB talvez seja o partido com menor cacife para se candidatar ao butim da crise política. Seu único trunfo é o 2o. lugar no resultado das urnas de 2015, mas 2o. lugar não dá autoridade para ninguém, ainda mais depois do repúdio que Aécio sofreu nas manifestações de hoje. Apesar disso, no entanto, os tucanos parecem apostar numa saída para a crise semelhante àquela que tentou inviabilziar a posse de Jango depois da renúncia de Jânio: o parlamentarismo. Vale a pena ler a análise de Vinicius Torres Freire publicada hoje no Uol: O golpe do parlamentarismo, bis.

* Porreta e contundente está a coluna de Elio Gaspari na Folha de hoje: Há um golpe no forno. Segundo Gaspari, no laboratório da conspiração, surgiu a ideia de uma reforma constitucional que instituísse um regime híbrido (semipresidencialismo ou semiparlamentarismo) suficientemente esponjoso e flexível para alojar toda a facção da direita brasileira. Para o jornalista, da mesma forma que para Vinicius Torres Freire, a manobra não passa de tentativa de golpe. Leia também Do impeachment às eleições gerais (Raimundo Costa, no Valor) e Há grupos querendo tomar o poder fora das regras democráticas (Vivaldo Barbosa, no Valor).

* Curiosidade: as imagens da babá empurrando o carrinho de bebê (sem qualquer intenção de brincar com os dois substantivos) na passeata logo atrás de seus "senhores" viralizou na rede. Aconteceu a mesma coisa com a foto do grupo que, paramentado de verde e amarelo, saboreava uma champagne em pleno calçadão, no meio dos protestos. A Folha comprovou a veracidade de uma possível sociologia das panelas na matéria Protesto cresce, mas manifestante mantém perfil de alta renda. Vale a pena ler. Sugiro também a leitura do artigo de Pablo Ortellado, Liderança perigosa, também na Folha, sobre a disposição anti-democrática e anti-social de segmentos expressivos da liderança do movimento contra Dilma, e o texto do Valor Econômico também sobre a composição social das manifestações: Elitizadas e sem líderes, manifestações são diferentes das de 1992.

* A propósito da bucólica cena da babá, leia também: Quem é Cláudio Pracownik (Revista Fórum) e Banqueiro é quem aparece na foto símbolo dos protestos (Rio 247)

Sérgio Moro é um juiz ingênuo? (Guilherme Boulos em Outras Palavras

O que é que a vaidade não faz: Marta Suplicy acusa Dilma e defende PMDB no governo (Estadão)

Aprendiz: Bolsonaro vai na linha de Donald Trump e capitaliza mal estar social (El País

Surpresa! Mercado acha que é preciso mudar o governo (Estadão) 

Uma jararaca no tabuleiro de xadrez (El País

Invasão de Sindicato põe em risco a democracia (Uol

UFRJ cumpre seu papel e faz alerta sobre crise política (Ufrj 

Entre outras, revelações de Delcídio complicam Aécio e cortam o voo dos tucanos (do blog)
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