Áreas sociais pagam ganância de bancos e empresas

A política que Temer e Meirelles querem implementar revela desconhecimento dos problemas estruturais da economia brasileira. No máximo, o que vão conseguir é concentrar mais a renda nas mãos do capital financeiro e reforçar o parasitismo dos empresários dos demais setores
(não deixe de acompanhar os clippings do blog:  Brasil sangra nas mãos dos interesses privados e O Brasil dos empresários)
Entender as medidas  que até agora têm sido apenas ensaiadas na interinidade de Temer é muito fácil: equilibrar a economia e estimular seu crescimento através do corte de despesas públicas. Como fazer isso? Simples: reduzindo as despesas do Estado através de cortes nas áreas sociais, todas elas, mas em especial a Saúde e a Educação. A tal PEC do teto é isso: a fixação de limites para os gastos públicos disposta em uma reforma constitucional que tire do texto da Carta Magnas os compromissos de investimento compulsório que o Estado deve assumir. Em outras palavras: deixar o governo com as mãos livres para aplicar menos onde é preciso aplicar mais. 

Em lugar nenhum do mundo essa política - de austeridade, como é chamada - deu certo. Ela ignora variáveis importantes que atuam na complexidade das atividades econômicas, entre elas o equilíbrio que precisa existir entre acumulação de capital e crescimento do nível da renda, sem falar nos problema sociais que decorrem desse desequilíbrio. Num país com fraca disposição dos empresários para os investimentos, o efeito também acaba sendo percebido em segmentos estagnados da produção, um parasitemos que favorece não o empreendedorismo ou a inovação, mas o aumento dos lucros pelo caminho das isenções fiscais e dos ganhos astronômicos obtidos nos lucros permitidos pelo mercado consumidor de uma parcela mínima da população. É o que os empresários querem e é por isso que o golpe contra Dilma está sendo organizado. Se é o que os empresários querem, é o que Temer fará, ainda mais ele que é um capacho das nossas elites.

As matérias abaixo estão distribuídas em dois blocos: um deles é o bloco informativo; o outro é o bloco analítico. Os os dois se misturam na sua cronologia, mas é possível perceber que só mesmo a estupidez de um governo que pensa governar como se o país não demonstrasse o dinamismo de uma sociedade de classes e de graves problemas sociais.

* A ditadura do superávit primário (Paulo Kliass, Carta Maior)

* A elite econômica brasileira procura benesses e não é chegada a competição (El País)

* Pior do que se imaginava (os desmandos das empresas de ônibus, Estadão)

* A privatização da democracia no Brasil (Vigência)

* Brasil vive entre a euforia do mercado e o desemprego (El País)

* Medidas aprovadas no Congresso renderam R$ 8 bilhões à Odebrecht (Folha)

* Doações promoviam 'privatização' do Congresso (Uol)

* Nova lei pode dar R$ 87 bi a operadoras (Estadão)

* A revolta das elites brasileiras contra a redução das desigualdades (Mário Pochmann, Rede Brasil Atual).

* Eram escravos no Brasil e não sabiam. Agora o mundo todo ficou sabendo (IHU)

* O novo mapa da desigualdade social (Outras Palavras)

* Proprietários de terra devem quase R$ 1 trilhão à União (Carta Capital)

* Temer não está preocupado com sua baixa popularidade (Jovem Pan)

* Abílio Diniz reafirma: Brasil está barato (Estadão).

* O Uber e o mito do livre mercado (Fabrício Pontin, Medium)

* A serviço de quem? Temer diz que concederá o que for possível à iniciativa privada (Valor)

* Cara de pau e persona non grata: * Presidente da Fiat pede mudanças nas regras trabalhistas (Valor)

* A incoerência do liberalismo empresarial brasileiro (Carta Capital)

* Maia admite acordo para enterrar CPI do Carf (Brasil 247)

Governo projeta levantar R$ 120 bi em desestatização (Estadão)

* Privatização: a lógica da Casa Grande (Outras Palavras).

* Empresário que mais deve à União renuncia a cargo de diretor na Fiesp (Uol)

Dívida de diretor da Fiesp com a União é de R$ 6,9 bi (Estadão)

* Fiesp diz não ter responsabilidade sobre diretor que devem R$ 6,9 bi (Estadão)

Sobre Temer e o céu de mentira (Outras Palavras).

* Bancos privados também lucraram com o bolsa empresário (Estadão)

* Privatização de ativo nos Estados será vista caso a caso (Valor)

* Ou mudamos a Constituição ou não resolvemos a dívida, diz Meirelles (Valor)

* A presente crise econômica brasileira é diferente das demais. É fundamental o setor público retomar seu protagonismo (Felipe Resende, IHU)

* Os crimes do Banco Central contra o futuro (Luis Nassif, GGN)

* A liquidação do neoliberalismo (Luiz Gonzaga Beluzzo, Carta Capital)

O aprofundamento do modelo liberal-periférico, na esteira de FHC, Lula e Dilma (Reinaldo Gonçalves, IHU)

Uma política desenhada para aumentar as desigualdades (Marcelo Milan, IHU)














O paradoxo das almas (Estadão)



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