Tudo para o capital

A política que Temer e Meirelles querem implementar revela desconhecimento dos problemas estruturais da economia brasileira. No máximo, o que vão conseguir é concentrar mais a renda nas mãos do capital financeiro e reforçar o parasitismo dos empresários dos demais setores
(não deixe de acompanhar os clippings do blog:  Brasil sangra nas mãos dos interesses privados e O Brasil dos empresários)
Entender as medidas  que até agora têm sido implementadas desde a interinidade de Temer é muito fácil: equilibrar a economia e estimular seu crescimento através do corte de despesas públicas. Como fazer isso? Simples: reduzindo as despesas do Estado através de cortes nas áreas sociais, todas elas, mas em especial a Saúde e a Educação. A tal PEC do teto é isso: a fixação de limites para os gastos públicos disposta em uma reforma constitucional que tire do texto da Carta Magnas os compromissos de investimento compulsório que o Estado deve assumir. Em outras palavras: deixar o governo com as mãos livres para aplicar menos onde é preciso aplicar mais. 

Em lugar nenhum do mundo essa política - de austeridade, como é chamada - deu certo. Ela ignora variáveis importantes que atuam na complexidade das atividades econômicas, entre elas o equilíbrio que precisa existir entre acumulação de capital e crescimento do nível da renda, sem falar nos problema sociais que decorrem desse desequilíbrio. Num país com fraca disposição dos empresários para os investimentos, o efeito também acaba sendo percebido em segmentos estagnados da produção, um parasitemos que favorece não o empreendedorismo ou a inovação, mas o aumento dos lucros pelo caminho das isenções fiscais e dos ganhos astronômicos obtidos nos lucros permitidos pelo mercado consumidor de uma parcela mínima da população. É o que os empresários querem e é por isso que o golpe contra Dilma está sendo organizado. Se é o que os empresários querem, é o que Temer fará, ainda mais ele que é um capacho das nossas elites.

As matérias abaixo estão distribuídas em dois blocos: um deles é o bloco informativo; o outro é o bloco analítico. Os os dois se misturam na sua cronologia, mas é possível perceber que só mesmo a estupidez de um governo que pensa governar como se o país não demonstrasse o dinamismo de uma sociedade de classes e de graves problemas sociais.

➤ O Brasil para poucos: * A face cruel da austeridade fiscal (Brasil Debate, via Carta Capital) * Sobe o número de mortes de crianças no Brasil (Observatório do 3o. setor) * 60% das crianças e adolescentes são pobres no Brasil, diz Unicef (Uol)
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* Bolsa-empresário não elevou taxa de investimento (Folha)

* O Brasil e seu crescimento anêmico (El País)

* O Brasil estagna no ranking do IDH pelo 3o. ano consecutivo e ocupa a 79a colocação entre 189 países (Estadão)

* Duas táticas (eleitorais) da oligarquia financeira no Brasil (Outras Palavras)

Terceirização vai levar ao fim do emprego da classe média (Sul21

A derrota histórica dos trabalhadores e o projeto nacional-desenvolvimentista autônomo (IHU

* Desemprego atinge 12,9 milhões de pessoas (Folha

* Reforma trabalhista, teto e pacto de racionalidade (Luis Nassif, GGN

* Reforma trabalhista já castiga os mais pobres (Outras Palavras

Empobrecimento e naturalização das desigualdades são os primeiros efeitos da reforma trabalhista (IHU).

* Desigualdade fragiliza democracia brasileira (Clovis Rossi, Folha)


* Condomínio Laranjeiras: o controverso condomínio e Paraty que criou praias exclusivas para seus bilionários (El País)

* Oligarquia milionária parece querer um Brasil de analfabetos, diz cientista (Uol)

* Favela rica, favela pobre: estudo mostra desigualdade nas baixas rendas de São Paulo (El País)

* Repasse de R$ 16,4 bi para Sistema S incentiva apego ao poder de entidade patronal (Folha)

* De queridinho a trouxinha, a submissão da política econômica à financeirização (Revista IHu On-line)

* A extrema pobreza voltou aos níveis de 12 anos atrás (IHU)

* Conflito distributivo inundou e continua inundando o processo político (IHU)

* Nossos patrões - Bolsonaro está mesmo à altura dos empresários (Sul 21)


* E os mercados já querem controlar o futuro presidente (Outras Palavras)


* Brasil tem maior concentração de renda do mundo entre o 1% mais rico (El País)


* Informal ganha até 10% menos do que antes da crise (Estadão)

* 7 milhões estão com o FGTS atrasado. Veja as empresas que mais devem (Uol)

* Na crise, famílias donas do Itaú receberam R$ 5 bilhões em dividendos (Exame)

* O novo jeitinho brasileiro: empresas confessam dívidas fiscais para proteger patrimônio de seus donos (The Intercept)

* Desigualdade no Brasil é o dobro da oficial (IHU)


* 10% da população concentrava 43,3% da renda do país em 2017, diz IBGE (Folha)


A elite vive apartada da sociedade (El País

* Precariado tende a se alastrar no Brasil como nunca antes (Folha

* Reforma trabalhista reduz oferta de empregos (Folha).

* Extrema pobreza aumenta no Brasil e provoca retrocesso de 10 anos (Pragmatismo Político)

Financismo: ditadura sem máscara (Outras Palavras)

* Reduções na renda familiar aumentam evasão escolar (IHU)

* O emprego formal desaparece, pobreza e desigualdade avançam (Carta Capital)

* Brasil: a desigualdade como ela é (Outras Palavras)

* O Brasil parece uma sociedade de castas, diz Le Monde (GGN)

* O juízo de Vargas (Ruy Braga, Boitempo)

* Empresários vão a Brasília pressionar deputados a votar pela Previdência (Estadão)

* Peregrinações da desigualdade (Beluzzo, Carta Capital)

* A voz do capital: Para Marcos Lisboa, só transferir renda não resolve a desigualdade (Estadão)

* Tributação brasileira é escandalosamente benéfica aos ricos (Jornal do Comércio)

O Brasil eterno reproduzido no exuberante e exclusivo condomínio Laranjeiras, em Paraty (El País

Campelo apresenta o Brasil que ficou para trás nos governos Lula-Dilma (Nassif, GGN

*  O problema do Brasil é o ódio ao pobre

* 22% dos brasileiros vivem abaixo da linha da pobreza, diz estudo (Uol)

Radicalizar a democracia (Piketty, Valor)

Desigualdade é maior do que se pensava (Ilustríssima)

As consequências da reforma trabalhista serão a reconcentração da renda e o empobrecimento dos trabalhadores (IHU)

Padrão de vida dos brasileiros só vai se recuperar daqui a 5 anos (Estadão)

Pautas de viés conservador avançam na gestão de Temer (Folha)

Desigualdade social no Brasil é escolha política (Marc Morgan, Folha).

* A reforma tributária e o último suspiro da proteção social (Carta Capital)

* Temer articula socorro para ampliar dívida da OI por 20 anos (Folha)

* Radicalizar a democracia (Piketty, Valor

* Auditores da Receita chama novo Refis de "tapa na cara da nação" (Valor)

* Governo cede à pressão e perde R$ 5,6 bi com votação do Refis (Estadão)

* Seis brasileiros concentram a mesma riqueza que a metade da população mais pobre (El País)

* Suspeitos de sonegação, bancos privados tiveram lucro bilionário (Folha)

* Joesley e Wesley são indiciados por uso de infomações privilegiadas (Valor)

* Se não atacar a desigualdade, Brasil cai para a 2a divisão (IHU

* O Brasil não redistribuiu renda do topo da base para a pirâmide (IHU) 

* O combate às desigualdades exige novo pacto que atualize os princípios do Estado do Bem-Estar Social (Tatiana Roque, IHU)

* Consumado o fracasso da política econômica dos golpistas, neoliberais mentem para a sociedade

 * Samuel Pessoa: gasto com rentistas é alto, mas não tanto quanto o que se diz por ai (Folha

* Para Nassif, Ilan, do Banco Central, não sabe o que diz (GGN) 

Henrique Meirelles e o Consenso de Washington (Samuel Pinheiro Guimarães, GGN)

* Aos banqueiros com carinho - o ataque ao BNDES (Outras Palavras)

O plano da Câmara para perdoar 543 bilhões que empresários devem à União (El País

Os efeitos dramáticos do criminoso congelamento dos gastos sociais e da corrupção parlamentar promovida por Temer (Outras Palavras

Em três meses, governo perdoa R$ 30 bilhões de dívidas dos bancos (IHU

O custo da sobrevida de Temer (El País

Bolsa-empresário supera programas sociais (Uol

Se não atacar a desigualdade, Brasil cai para a 2a divisão (IHU) ★ O Brasil não redistribuiu renda do topo da base para a pirâmide (IHU) ★ O combate às desigualdades exige novo pacto que atualize os princípios do Estado do Bem-Estar Social (Tatiana Roque, IHU)

O país da Casa Grande (IHU) 

De volta ao Brasil Colônia (Carta Capital via Tijolaço).

* Ruralistas ganham força (Valor)

* Empresas devem R 545 bilhões em imposto responsável por alta da gasolina (Uol)

Marcos Lisboa: as reformas afetam a grupos de interesse, não à sociedade (El País)

* BNDES oferecerá R$ 15 bi em crédito para pequenas empresas (G1)

* Eleição é a chance de corrigirmos a rota, diz Setubal (Estadão)

Banco Itaú cria seu próprio partido e quer entrar na disputa presidencial em 2018 (On-line bancários).

* Palácio do Planalto transformou-se em subsede da bancada ruralista (IHU).

* Senadores-empresários foram maioria absoluta dos votos a favor da reforma trabalhista. Veja a lista (Congresso em Foco).

* A crise do capitalismo brasileiro (Jornalistas Livres).

Para que as eleições deixem de ser uma farsa (Outras Palavras).

* Quem é o empresário milionário que fez a reforma trabalhista passar no Senado? (The Intercept).

Agenda da Câmara é a do mercado, diz Rodrigo Maia (Valor)

* Parlamentares-patrões conduziram as mudanças trabalhistas (Pública).

* Joesley e Wesley, a cara do capitalismo brasileiro (Ivana Bentes, Cult).

* Predadores sociais por trás da reforma trabalhista (The Intercept).

Homens primatas, capitalismo selvagem (Outras Palavras).

* Capitalismo de compadres (Valor).

* Reforma não prevê limites para o trabalho intermitente (Valor)

Renan compara gestão Temer a 'governo de vingança' (Uol)
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Agenda da Câmara é a do mercado, diz Rodrigo Maia (Valor)

Parlamentares-patrões conduziram as mudanças trabalhistas (Pública).

* Nós perdemos qualquer controle sobre os sistemas financeiros (Ladislau Dowbor, Carta Maior)

* Neoliberalismo e democracia são incompatíveis (IHU)

* A oligarquia financeira contra Temer (Outras Mídias)

* Procura-se projeto de um país justo (Valor)

* Governança rentista (Luiz Gonzaga Beluzzo, IHU)

* O Brasil sob a ditadura financeira (Outras Mídias)

* Força e fraqueza dos economistas liberais (Outras Palavras)

* A ditadura do superávit primário (Paulo Kliass, Carta Maior)

* New York Times afirma que Brasil se tornará país de pobres e miseráveis (Contraponto)

* A elite econômica brasileira procura benesses e não é chegada a competição (El País)

* Pior do que se imaginava (os desmandos das empresas de ônibus, Estadão)

* A privatização da democracia no Brasil (Vigência)

* Brasil vive entre a euforia do mercado e o desemprego (El País)

* Medidas aprovadas no Congresso renderam R$ 8 bilhões à Odebrecht (Folha)

* Doações promoviam 'privatização' do Congresso (Uol)

* Nova lei pode dar R$ 87 bi a operadoras (Estadão)

* A revolta das elites brasileiras contra a redução das desigualdades (Mário Pochmann, Rede Brasil Atual).

* Eram escravos no Brasil e não sabiam. Agora o mundo todo ficou sabendo (IHU)

* O novo mapa da desigualdade social (Outras Palavras)

* Proprietários de terra devem quase R$ 1 trilhão à União (Carta Capital)

* Temer não está preocupado com sua baixa popularidade (Jovem Pan)

* Abílio Diniz reafirma: Brasil está barato (Estadão).

* O Uber e o mito do livre mercado (Fabrício Pontin, Medium)

* A serviço de quem? Temer diz que concederá o que for possível à iniciativa privada (Valor)

* Cara de pau e persona non grata: * Presidente da Fiat pede mudanças nas regras trabalhistas (Valor)

* A incoerência do liberalismo empresarial brasileiro (Carta Capital)

* Maia admite acordo para enterrar CPI do Carf (Brasil 247)

Governo projeta levantar R$ 120 bi em desestatização (Estadão)

* Privatização: a lógica da Casa Grande (Outras Palavras).

* Empresário que mais deve à União renuncia a cargo de diretor na Fiesp (Uol)

Dívida de diretor da Fiesp com a União é de R$ 6,9 bi (Estadão)

* Fiesp diz não ter responsabilidade sobre diretor que devem R$ 6,9 bi (Estadão)

Sobre Temer e o céu de mentira (Outras Palavras).

* Bancos privados também lucraram com o bolsa empresário (Estadão)

* Privatização de ativo nos Estados será vista caso a caso (Valor)

* Ou mudamos a Constituição ou não resolvemos a dívida, diz Meirelles (Valor)

* A presente crise econômica brasileira é diferente das demais. É fundamental o setor público retomar seu protagonismo (Felipe Resende, IHU)

* Os crimes do Banco Central contra o futuro (Luis Nassif, GGN)

* A liquidação do neoliberalismo (Luiz Gonzaga Beluzzo, Carta Capital)

O aprofundamento do modelo liberal-periférico, na esteira de FHC, Lula e Dilma (Reinaldo Gonçalves, IHU)

Uma política desenhada para aumentar as desigualdades (Marcelo Milan, IHU)














O paradoxo das almas (Estadão)



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