Rejeição total aos pacotes de Temer: ocupar o país

Ocupar as praças, as escolas, as igrejas, os teatros, as ruas...
pela revogação de todas as MPs e PECs de Temer
Dou um tempo no necessário e imperativo período de descanso deste fim de ano para fazer uma breve reflexão sobre o significado do pacote baixado ontem (22) por Temer através de MP que fere de morte direitos constitucionais dos trabalhadores.

Penso que a sociedade brasileira chega a uma situação limite da tensa e inconciliável relação com os articuladores do golpe que levou ao impeachment de Dilma: se havia alguma dúvida a respeito de suas motivações mais profundas, a série de medidas apresentadas ao legislativo (como PECs ou como MPs) - todas elas contrárias ao princípio básico de sua legitimidade perante o referendo eleitoral, põe o país em confronto com o  pacto de governo mais reacionário e anti-social de toda a nossa História: uma camarilha de políticos e empresários envolvidos com denúncias de corrupção que os torna ilegítimos sob quaisquer argumentos. 

Reúno abaixo matérias cujo foco principal é a análise desse confronto a partir do indicativo de que a reação aos pacotes legislativos dos golpistas - em especial o das mudanças na legislação trabalhista - só pode ser o da sua rejeição integral através de um amplo movimento grevista que inviabilize sua implementação; no limite, por sua total revogação.

* Centrais sindicais CTB e CUT repudiam reforma trabalhista de Temer como afronta ao Direito do Trabalho (Vermelho) * Proposta limita direito do trabalhado de recorrer à Justiça (Sinpro-Sp) * Jornada de 12 horas, férias parceladas, pausa de 30 minutos, a reforma de Temer (GGN) * Reforma pode reduzir direitos, diz chefe do Ministério Público do Trabalho (Uol) * Temer admite impopularidade e propõe leis que podem prejudicar trabalhadores e Negociado sobre legislado pode reduzir salários e estimular corrupção (Sakamoto) * PMDB está mobilizado para aprovar medidas, diz Jucá, um dos políticos mais denunciados nos escândalos da Lava Jato (Estadão) * Não podemos nos acomodar, em 2017, com legislação trabalhista de 1950, diz Skaf, outro dos articuladores do golpe delatados na Lava Jato (Estadão) * FGTS é presente, mas reforma quebra tabu (Estadão).
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