domingo, 15 de março de 2015

Sei não se Dilma não ocupar esse vazio politico...

Avenida Paulista, 15 de março de 2015: a dispersão das demandas nas manifestações mostra crise de representação profunda e a existência de um vazio político que põe em risco a democracia. Se Dilma não assumir o papel para o qual foi eleita e construir em torno dele um pacto de reformas profundas, temo por seu mandato
(foto: O Globo)

Ouvi dois ministros agora no início da noite. Sei não... imaginei uma presença de maior impacto, pelo menos um impacto um pouco mais próximo dessa explosão que o Brasil viveu hoje. Se a toada continuar nessa linha da defesa cega do "programa" de governo de Dilma, acho que o barco vira. 

Ontem, sábado, por exemplo, em plena véspera das manifestações contra o governo, o Palácio do Planalto anunciou medidas de proteção aos estoques da facção dos usineiros. Um dia antes, o governo liberou milhões do Fies para as espeluncas do ensino superior privado e agora mesmo o ministro Miguel Rossetto esgrime uma argumentação fraquinha a respeito do equilíbrio do orçamento da união, sem nenhuma palavra sobre o fim dos privilégios fiscais das diversas facções dos empresários. 

Penso que a saída de Dilma é pela esquerda; pelo aprofundamento do intervencionismo estatal, pelas reformas estruturais que ponham fim, de uma vez, às disparidades de renda, pela estatização de todo o ensino e de toda a saúde, pelo fim de todos os privilégios empresariais, bloqueio das remessas de lucros e das contas das empresas estrangeiras, e pela mudança completa do seu ministério. É para isso que ela foi eleita... não para convidar Kassab et caterva como consultores políticos nem para atenuar a ação de empreiteiras criminosas.

Sei não... se não for por esse caminho, temo que Dilma não chegue ao fim do mandato.

Um comentário:

Anônimo disse...

Professor,
Penso que a melhor saída para o atual governo seria sim com uma intervenção econômica do governo. Penso que o senhor Joaquim Levy tem tudo para levantar, novamente, o nosso país. Tudo depende da nossa economia, pois, atualmente, vemos o resto do mundo crescendo economicamente enquanto o Brasil só afunda. O dólar já passou o patamar do Euro, em valor de moeda, por exemplo. Tudo depende, do nosso ministro Joaquim Levy.