sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

A Pátria Educadora na Bolsa de Valores

O desempenho das S/A "educacionais" na bolsa é inversamente proporcional
àquilo que oferecem em qualidade do ensino, na excelência na pesquisa

e nas condições de trabalho dos professores (clique no gráfico)
A matéria do Valor Econômico publicada ontem dá o tom da conversa: o governo e as universidades particulares voltaram a andar de mãos dadas na dolorosa transferência de recursos públicos para o ensino privado (leia aqui). Todas as reivindicações dos empresários - que num momento de alguma dignidade do MEC sofriam restrições no ano passado - foram atendidas agora, em especial a retomada do repasse dos recursos do FIES. O resultado é o que se vê no gráfico reproduzido do jornal: as ações desses conglomerados foram todas alavancadas com a perspectiva de lucros estratosféricos que agora estão mais garantidos do que nunca. 

Essas "universidades" são muito competentes para fazer o que fazem com a mercantilização do ensino e com o aviltamento do trabalho dos professores. Só não têm competência alguma para cumprir o que era de se esperar delas no ramo em que atuam: qualidade de ensino e produção de conhecimento. Nesses índices, fosse possível algum tipo de tipo de ranqueamento comparativo com  sua valorização na bolsa de valores, a curva apresentaria o sentido inverso. Como é que o Brasil conseguiu chegar a isso?

Leituras sugeridas: * Mec volta a fazer pagamento do Fies em 12 parcelas (Folha) * Manobra contábil? Escolas aplicam descontos maiores a mensalidades (Valor)
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