quinta-feira, 17 de janeiro de 2019

Juventude bolsonarista (via piauí)

"Miúda e de feições angelicais, Leticia Catel
gosta de armas de fogo"
"Pista quente!” O alerta, dado por uma voz feminina, indicava que a partir daquele momento ninguém poderia entrar na área de tiro, sob o risco de ser alvejado. A dona da voz, Leticia Catelani – ou Leticia Catel, como se apresenta nas redes sociais –, posicionada em uma das cabines do Interarmas, um clube de tiro em São Paulo, fez três disparos com sua Glock calibre 45, uma pistola leve e compacta, como anuncia o fabricante. Os tiros foram precisos. Os projéteis perfuraram dois pontos próximos do coração e outro na altura do estômago do alvo de papelão.
“Matou”, disse o advogado Victor Metta, que acompanhava a exibição com o investidor Otávio Fakhoury. Satisfeita com a própria destreza, Catel abriu um sorriso. Colocou a pistola de volta no coldre, preso à sua coxa direita, alinhou o terninho preto bem cortado, ajeitou os cabelos louros e aguardou pelos disparos dos companheiros. “Alvo neutralizado”, afirmou, rindo, ao constatar o bom desempenho dos dois, naquela manhã fria de meados de outubro.
Miúda e de feições angelicais, Leticia Catel gosta de armas de fogo. Tem 30 anos, é uma empresária bem-sucedida, proprietária de uma companhia de médio porte, a Grunn, que importa equipamentos para máquinas industriais. Abriu a empresa aos 18 anos, com ajuda do pai, Mario Catelani, um ex-torneiro mecânico de Santo André que é dono de uma indústria de equipamentos mecânicos em Jundiaí. Em seu currículo, ela diz que é “especialista em mercados internacionais e negociações comerciais”. Depois de se formar em comércio exterior na Universidade Paulista (Unip), fez um MBA em gestão empresarial na Fundação Getulio Vargas e uma pós-graduação no Instituto Mises Brasil. Fala inglês fluentemente, vira-se no alemão e no espanhol, e diz que arranha um pouco de mandarim. Nos últimos meses, chamou atenção na internet por causa de sua intensa atividade nas redes sociais em prol da campanha de Jair Bolsonaro (continue a leitura).

* Rede social de ultradireita chega ao Brasil (El País)
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